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  Edição 535  Diretor/Editor: Osias Wurman Segunda, 25 de Setembro de 2017


 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


LÍDER NACIONALISTA ALEMÃO: “JUDEUS NÃO TEM NADA A TEMER”

Alexander Gauland, o co-líder do partido alternativo anti-imigração para a Alemanha (AfD), disse nesta segunda-feira que os judeus não têm nada a temer com o terceiro lugar do seu partido nas eleições para o parlamento alemão. Vários grupos judeus importantes expressaram consternação e preocupação sobre a forte demonstração racista do AfD. A Liga Anti-Difamação também chamou o resultado do AfD de "um marco perturbador", dizendo que "seus líderes fizeram declarações antissemitas e minimizaram o mal do regime nazista". Entre outras declarações que causaram preocupação, o líder do AfD no estado da Turíngia, Bernd Hoecke, pediu uma "reviravolta" na forma como a Alemanha lembra seu passado nazista, enquanto o próprio Gauland insistiu repetidamente: "temos o direito de nos orgulhar das conquistas de soldados alemães em duas guerras mundiais". Ainda assim, Gauland insistiu que "não há nada em nosso grupo, em nosso programa, que possa perturbar os judeus que vivem aqui na Alemanha". Ele acrescentou que não se encontrou com líderes judeus, mas estava "pronto a qualquer momento" a fazê-lo. Os partidos principais da Alemanha excluíram a associação com o AfD, que é um dos seis caucus no novo parlamento, depois de ganhar 12,6 por cento dos votos. Incluindo o assento que Petry ganhou, o partido radical tem 94 dos 709 assentos. A co-líder, Alice Weidel, disse aos jornalistas que seu plano era fornecer "oposição construtiva". "Temos um mandato muito claro dos eleitores, e não há tempo a perder", disse ela. O AfD recebeu apoio de pessoas que votaram anteriormente pelo bloco conservador da chanceler Angela Merkel e seu sucesso seguiu uma campanha focada na crítica da decisão da chanceler de abrir as portas do país para mais de 1 milhão de requerentes de asilo, nos últimos dois anos. Ele atuou mais fortemente no antigo leste comunista e menos próspero da Alemanha, capturando 22,5% dos votos, 27% entre eleitores masculinos.

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FUNDO AMERICANO COMPRA 49% DAS AÇÕES DO BANCO HAPOALIM DE ISRAEL

Um grupo de investidores americanos concordou em comprar uma participação no maior banco de Israel, o Bank Hapoalim. O grupo comprará 49% das ações detidas pela acionista controladora Arison Investments Ltd., braço comercial do Grupo Arison, por cerca de US$ 570 milhões (2 bilhões de NIS), de acordo com um anúncio, no domingo, da Arison Investments. As identidades dos compradores não foram divulgadas, mas um dos investidores é o fundo de pensão de uma universidade com sede na Califórnia, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto que falou sobre condições de anonimato. A empresária israelense Shari Arison é a proprietária da Arison Investments, que detém a participação de controle (20,7%) no Bank Hapoalim. As ações do Hapoalim são avaliadas em mais de US$ 1,8 bilhão (6,5 bilhões de NIS). A Sra. Arison vendeu 49% de suas ações no banco, 17 anos depois de se tornar sua principal acionista. A família Arison ganhou o controle do banco em 1997 e a Sra. Arison herdou as participações, em 1999, após a morte de seu pai, o empresário Ted Arison. Enquanto metade dessas ações são avaliadas em US$ 925 milhões (3.25 bilhões de NIS), o negócio é estimado em US$ 570 milhões (2 bilhões de NIS) devido a uma dívida de 2,3 bilhões de NIS ($) detida pela Arison Investment. O acordo é baseado em um preço de US$ 6,92 (24,28 NIS) por ação. A Arison Investments procurou por um comprador por dois anos, com a ajuda da Rothschild & Co e do Bank of America Merrill Lynch. A Sra. Arison continuará a ser dominante no conselho de administração do Banco. Nenhuma mudança é esperada no gerenciamento sênior do banco.

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HAMAS E FATAH TENTARÃO MAIS UMA REAPROXIMAÇÃO NOS PRÓXIMOS DIAS

O governo palestino se reunirá em Gaza, na próxima semana, para começar a tomar controle administrativo do enclave do Hamas, segundo um comunicado, como parte dos esforços para acabar com a rivalidade prolongada entre o grupo islâmico e o presidente Mahmoud Abbas. O Hamas, que governou Gaza desde uma breve guerra civil palestina, em 2007, com o movimento Fatah de Abbas, disse na semana passada que dissolveu seu governo sombrio e convidou representantes de sua administração da Cisjordânia - formalmente um governo de unidade criado em 2014 - para assumir postos no enclave costeiro. Mas, com as forças de segurança do Hamas que ainda controlam Gaza, o acordo do grupo, em 17 de setembro, para retornar o funcionamento cotidiano da burocracia de Gaza a funcionários leais a Abbas, fica aquém de qualquer rendição imediata de seu domínio sobre dois milhões de pessoas. Em um comunicado publicado pela agência oficial de notícias palestina WAFA, o porta-voz do governo palestino, Youssef Al-Mahmoud, disse que o primeiro-ministro Rami Hamdallah e os ministros viajariam para Gaza, na próxima segunda-feira, "para começar a assumir as responsabilidades do governo". Reunificação, uma década após o Hamas e a Fatah secular lutarem pelo controle de Gaza, pode depender de questões complexas relacionadas ao compartilhamento de poder, mas podem ser resolvidas. O Hamas criou seu governo, à medida que a disputa com o Fatah se intensificava. Com o objetivo de pressionar o Hamas a ceder Gaza, Abbas cortou os pagamentos a Israel pela eletricidade que fornece ao enclave, levando a cortes na energia que funciona menos de quatro horas em alguns dias e nunca mais de seis horas por dia. Abbas também cortou 30 por cento dos salários de cerca de 60.000 habitantes de Gaza empregados por sua Autoridade Palestina (PA). As tentativas anteriores de reparar a fenda entre Abbas e o Hamas, colocadas na lista negra por Israel e o Ocidente como grupo terrorista, vacilaram na última década.

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Osias Wurman
Jornalista

CARIMBADOS NO LIVRO DA VIDA

Na próxima sexta-feira, estaremos iniciando a comemoração do Iom Kipur – O Dia do Perdão.

Ensinam os sábios que três ações podem reverter os maus desígnios: O arrependimento, as orações e a benemerência!

Conclamo a todos para que levem seus filhos às sinagogas, no dia mais sagrado do calendário judaico.



Esta é uma época em que o mundo assiste a novas ameaças racistas e fundamentalistas que agridem as minorias e aos inocentes.

Precisamos abraçar nossas tradições e nossos irmãos, para que possamos atravessar esta ponte estreita e, o mais importante, é não temer!

Gmar Chatimah Tovah!

Que sejam carimbados no Livro da Vida para 5778!


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Trecho do discurso de Benjamin Netanyahu na Assembleia Geral da ONU

"Amanhã à noite, os judeus de todo o mundo celebrarão Rosh Hashaná, o início do nosso novo ano. É um tempo de reflexão, e olhamos para trás, para o admirável milagre do renascimento de nossa nação, e olhamos para frente com orgulho para as contribuições notáveis que Israel continuará a fazer para todas as nações. Olhem em torno de vocês e verão essas contribuições todos os dias — nos alimentos que consomem, na água que bebem, nos medicamentos que tomam, nos carros que dirigem, nos telefones celulares que usam e em muitas outras coisas que estão transformando nosso mundo. Vocês veem isso no sorriso de uma mãe africana em uma aldeia remota, que, graças a uma inovação israelense, não precisa caminhar oito horas por dia para trazer água para seus filhos. Vocês veem isso nos olhos de uma criança árabe, que foi levada para Israel para se submeter a uma operação do coração para salvar-lhe a vida. E vocês veem isso nos rostos das pessoas no Haiti e no Nepal, atingidos por terríveis terremotos, que foram resgatados dos escombros e que receberam novas vidas dos médicos israelenses. Como o profeta Isaías disse, “Fiz-lhe uma luz para as nações, para levar a salvação até os confins da terra”. Hoje, 2,700 anos depois que Isaías proferiu aquelas proféticas palavras, Israel está se tornando uma potência emergente entre as nações. E, por fim, sua luz está brilhando por todos os continentes, trazendo esperança e salvação até os confins da terra. Um Feliz Ano Novo, Shaná Tová de Israel. Obrigado”.

 

 

 

 

 


Tamar e Muhammad são os nomes mais famosos dos bebês em Israel

Pelo terceiro ano consecutivo, os nomes dos bebês mais populares em Israel foram Tamar e Muhammad. Juntam-se a Muhammad entre os 10 nomes para populares para meninos: Joseph, David, Daniel, Uri, Omer, Eitan, Ariel, Noam e Adam. Específicos para judeus e mais populares: Uri, David, Ariel, Noam, Eitan, Joseph, Itai, Daniel, Jonathan e Levi.

Para as meninas os nomes mais populares, atrás de Tamar foram: Adele, Miriam, Sara, Avigayil, Noa, Shira, Talia, Yael e Lia. Para os mais religiosos, os 10 nomes mais populares foram: Tamar, Abigail, Adele, Noa, Shira, Talia, Yael, Sarah, Lia e Esther.

Cerca de 166.450 bebês nasceram durante o ano, abaixo dos 176.230 no ano anterior. Em contrapartida, 42.172 israelenses morreram durante o mesmo período.

 

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Mensagem de Rosh Hashana do presidente Donald Trump

Por tradição da Casa Branca o presidente Donald Trump lançou uma saudação pela chegada do Rosh Hashaná

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https://www.youtube.com/watch?time
_continue=2&v=BF1xSpeXOpM


"Em nome de todos os americanos quero desejar as famílias judias muitas bênçãos no Ano Novo. Os dias sagrados são um momento de reflexão do ano que passou e esperança de renovação no próximo ano. Comunidades judaicas em todo o país e em todo o mundo entram em um momento de oração, arrependimento e redação para os valores e tradições sagrados, que orientam o caráter incrível e o espírito do povo judeu. Reafirmamos o vínculo inquebrável entre os Estados Unidos e Israel e pedimos a Deus que preste justiça, dignidade e paz na Terra. Melania e eu desejamos a todos um ano doce saudável e pacífico, que esperamos traga muitas bênçãos a todos. Obrigado, Deus abençoe você e Deus abençoe a América ".

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Mark Zuckerberg publica foto de sua filha com um copo de kiddush


Em meio às críticas sobre o Facebook, que permite que anunciantes visem usuários com base em informações antissemitas, Mark Zuckerberg publicou uma foto de si mesmo, dando à sua filha um copo de kiddush onde ele diz ser uma herança de família.

O co-fundador e CEO judeu do Facebook publicou a foto segurando Max, sua filha mais velha, enquanto ela bebe no copo que pertenceu ao seu bisavô, também chamado Max. Perto, há um aparador de mármore com duas velas de Shabat e uma chalá.

"Para o Shabat, de hoje à noite, nós demos a Max um copo de Kiddush que esteve em nossa família, há quase 100 anos. Seu bisavô Max, comprou isto, após sua família migrar para cá e passou para a nossa família desde então ", escreveu Zuckerberg.


A ProPublica, um site de investigação informou que os algoritmos de propaganda do Facebook geraram categorias que incluem "aborrecendo judeus", "como queimar judeus" e "História de porque os judeus arruínam o mundo ". As categorias permitem que os anunciantes segmentem os usuários pelas frases que eles digitam no campo de consulta.

O Facebook removeu as categorias, após ter sido alertado sobre a existência destas frases e disse que procuraria evitar que categorias deste tipo aparecessem para potenciais anunciantes.

Ano passado, a ProPublica informou que os anunciantes poderiam usar a segmentação do Facebook para excluir certas raças ou o que a rede social chamava de "afinidades étnicas", para anúncios de habitação e emprego. O Facebook, que atribui o termo atualizado "afinidade multicultural" a certos usuários com base em seus interesses e atividades no site, não permite mais que ele seja usado em anúncios.

Também esta semana, foi relatado que tanto o Google quanto o Twitter permitiram a venda de anúncios ligados a palavras-chave racistas e extremistas. Ambas as empresas pediram desculpas e disseram que tomaram medidas para corrigir o problema.

Max, cujo nome completo é Maxima, tem 2 anos de idade. Sua irmã, August, nasceu no mês passado. Em uma publicação no Facebook, em dezembro, Zuckerberg disse que já foi ateu, mas agora acredita que "a religião é muito importante".

O post veio depois que ele desejou a seus seguidores um "Feliz Natal e feliz Hanukkah".

A esposa de Zuckerberg, Priscilla Chan, pratica o budismo.

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JUDEUS DA AMAZÔNIA

A saga do Rabino Eliahu Birnbaum pela Amazônia, em busca dos judeus oriundos da diáspora espanhola e do Marrocos e seus descendentes. Nesta viagem, ele convida Sara Beck, apresentadora da TV israelense, a compartilhar com ele dessas incríveis experiências que retratam a história de gerações de israelitas, ocultos no coração da selva.

https://www.youtube.com/watch?v=sADtSTMfBF8



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Encontros doces



Por- Washington Fajardo (O Globo)

O edifício Avenida Central é resultado da improvável união do talento do arquiteto Henrique Mindlin com o empreendedorismo da austríaca Regine Feigl.

Fundamental arquiteto foi Henrique Ephim Mindlin (1911-1971). O escritório dele é responsável por inúmeras sedes de empresas, bancos, instituições, jornais, edifícios de escritórios, hotéis, cujas torres são marcos urbanos do Rio.

Uma das práticas mais longevas do país, ainda atuante, iniciada nos anos 40, foi um dos escritórios que inauguraram no Brasil o modelo de “arquitetos associados”, com sócios cotistas, assim constituída em 1964.

Nesse modelo de trabalho, a equipe desenvolve uma forte cultura de design valendo-se de metodologias corporativas. Organização da informação, sistematização da produção e gerenciamento dos inúmeros projetos complementares, que demandam delicada coordenação e compatibilização, são meios decisivos para enfrentar o desafio de grandes obras e, principalmente, para atender poderosos clientes.

Mindlin, filho de imigrantes russos de origem judaica, ao longo do tempo, em colaboração com seus sócios, Giancarlo Palanti, italiano, Walter Lawson Morrison, escocês, Marc Demetre Foundoukas, grego, depois com Walmyr Lima Amaral e Pedro Augusto Vasques Franco, brasileiros, com sedes no Rio e em São Paulo, com projetos em inúmeras cidades, confere ao escritório a mais perfeita identidade de como deveria ser a elaboração da arquitetura do Estilo Internacional, i.e., cosmopolita, poliglota e coletiva.

A íntegra do artigo em: https://oglobo.globo.com/rio/encontros-doces-1-21862052

 

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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

UMA COMANDANTE EM CHEFE MULHER. QUEM SABE?

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TEL AVIV – O número de queixas quanto a crimes sexuais no exército israelense tem aumentado, o que, sem dúvida, reflete uma alta na conscientização quanto aos crimes sexuais na sociedade israelense em geral e nas Forças Armadas, em particular. O número cresceu mais ainda a partir de 2012, quando o exército criou o Centro Mahut (essência, em hebraico), ao qual soldadas e soldados podem fazer reclamações anônimas sem que seus comandantes saibam.

“Não que tenha aumentado o número de casos. O que aumentou foi a conscientização”, me disse uma fonte da Yoalam, a unidade do exército israelense de Assessoria ao Comandante em Chefe para Assuntos de Gênero (em hebraico: Yoetzet Haramatcal leYnianei Migdar).

A unidade foi criada em 2001 com o nome de Yoalan. O “n” no final se referia a “nashim” (mulheres), mas foi mudado para “m” de “migdar” (gênero) em 2015, depois que o exército se deu conta de não só mulheres são assediadas sexualmente nas Forças de Defesa de Israel. É claro que as mulheres ainda são as mais assediadas: 1 em cada 6 mulheres reclama de assédio, durante o serviço militar. Mas 1 em cada 15 homens também reclama.

Hoje, a Yoalam tenta – entre outras outras funções, como ajudar soldados transgêneros e integrar mais mulheres nas unidades de tecnologia – diminuir esse número, mas é difícil quando se trata de um exército do povo, que reflete, mais ou menos, a própria sociedade. Em Israel, o serviço militar é obrigatório e os soldados e as soldadas refletem a educação que receberam de casa. A Yoalam pode fazer é tentar reeducá-los para que se comportem melhor.

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Mulheres no exército (Fonte - Assessoria de imprensa do exército)

Mas o assédio sexual em forças armadas por todo o mundo é algo comum. Israel não é exceção, principalmente sendo um país onde o exército cumpre um papel tão importante – socialmente e em questões de defesa. O alistamento obrigatório torna o exército um “ponto de encontro” entre jovens de (quase) todos os extratos sociais socioeconômicos e étnicos. Lá, essas diferenças muitas vezes desaparecem, mesmo que temporariamente. Nas unidades, soldados de todos os tipos servem ou lutam lado a lado.

Israel é o único país do mundo onde mulheres precisam servir ao exército (dos 18 aos 20 anos). Infelizmente, os problemas sociais não ficam de fora dos quartéis.

Não há dúvida que os militares, em Israel, sempre foram vistos como “semideuses” ou, pelo menos, celebridades. Mesmo os mulherengos como o mitológico general Moshe Dayan. Nesse sentido, chamar a soldada que serve cafezinho de “motek” (doce) ou “chamudá” (fofa), o que seria no Brasil o equivalente a “queridinha”, era considerado mais do que normal.

É justamente isso que a Yoalam quer mudar. E já conseguiu muito (juntamente com o fato de que os generais não são mais tão endeusados como no passado). Há cada vez mais bases militares mistas, com infraestrutura também para mulheres. Se as soldadas costumavam ser apenas secretárias, faz-tudo ou servidoras de cafezinho, hoje podem ser inseridas em 85% de todas as funções disponíveis nas Forças Armadas.

Mesmo assim, ainda há obstáculos. Em 2015, a soldada May Fattal acusou publicamente o coronel Liran Hajbi de assediá-la. Ele foi rebaixado e dispensado. Mas, mesmo assim, May foi taxada, nas redes sociais, de mentirosa e carreirista. Não ajudou o fato de ser bonita. Foi xingada também por isso. Algumas coisas são difíceis de mudar.

Mas a minha fonte na Yoalam é otimista. Acredita que, em 20 anos, o exército israelense pode ter até mesmo uma Comandante em Chefe mulher. Quem sabe?

 

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Polônia adquire pinturas feitas por sobrevivente do Holocausto


O museu do antigo campo de extermínio alemão nazista Auschwitz-Birkenau adquiriu 18 pinturas pós-guerra feitas por um sobrevivente do Holocausto que retrata os horrores das câmaras de gás e que será exibida no próximo ano: "Muitas vezes nas pinturas, vemos o próprio autor com um número tatuado em seu braço, como prisioneiro do campo de Auschwitz, e agora veremos com os seus próprios olhos, que viveu o processo do extermínio", disse o historiador de arte do museu Agnieszka Sieradzka.

O famoso artista judeu, David Olere, nasceu em 1902 em Varsóvia e estudou na Academia de Belas Artes, antes de partir para Berlim e finalmente Paris, onde trabalhou para Paramount Pictures, Fox e outros estúdios de cinema, projetando cartazes, figurinos e set designs. Alguns anos depois de se tornar um cidadão francês, Olere foi preso pela polícia e enviado ao campo de Drancy e depois para Auschwitz com o  número 106144.

Lá, os alemães o forçaram a trabalhar no Sonderkommando, uma unidade encarregada de juntar e cremar os corpos de prisioneiros mortos nas câmaras de gás.

"David Olere é o único prisioneiro do Sonderkommando que transferiu suas experiências traumáticas da sombra das chaminés e do crematório para o papel e para a tela", disse o diretor do museu Piotr Cywinski.

 



“Incapaz de trabalhar” e “O massacre dos inocentes”

“As pinturas emotivas mostram tanto a vida cotidiana do trabalho de Sonderkommando com trauma, mas também a vontade de viver das pessoas que passaram pelas mais sombrias experiências do campo".

Maior coleção

Graças à compra pelo Ministério da Cultura polonesa das 18 obras de arte, o museu de Auschwitz-Birkenau tem agora a maior coleção mundial de pinturas Olere.

Várias outras obras estão expostas no Yad Vashem, em Jerusalém, ou são de propriedade de colecionadores particulares. As dezenas de esboços em preto e branco de Olere também fazem parte da coleção do kibutz Lohamei Hagetaot no norte de Israel, de acordo com Cywinski.

Olere morreu na França, em 1985, aos 83 anos. Seu neto está ajudando o museu a organizar uma exibição temporária das pinturas, em 2018. 

A Alemanha nazista construiu o campo de extermínio de Auschwitz depois de ocupar a Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial.

O local tornou-se um símbolo do genocídio da Alemanha nazista de seis milhões de judeus, um milhão dos quais foram mortos no acampamento, entre 1940 e 1945.

Mais de 100 mil não-judeus também morreram no campo da morte. Cerca de 232 mil vítimas eram crianças.


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Como as sinagogas de Houston estão lidando com a destruição do furacão Harvey



Algumas semanas atrás, Holly Davies estava se preparando para as férias. Quando o furacão Harvey chegou, ela ajudou a tirar 150 pessoas de seu bairro e abrigou quase 100 em uma igreja local.
Então veio a parte mais difícil.

Nas últimas três semanas, Davies liderou uma força tarefa de até 300 voluntários que se mobilizaram para reparar lares e sinagogas em torno do bairro judaico de Willow Meadows. Sua operação de voluntariado está sediada em Beit Rambam, uma sinagoga sefardi que resistiu às inundações.

Davies também está ajudando a liderar o esforço que garantiu que essas famílias tivessem um lugar para rezar no Rosh Hashanah: "É muito importante que a comunidade tenha seu lugar para não se sentir desamparada, não apenas em suas casas, mas em sua comunidade", disse.

À medida que toda a área de Houston se recupera do Harvey, as sinagogas enfrentaram a maior dificuldade de secar seus edifícios, dias antes da época mais sagrada e mais movimentada do ano. Três grandes sinagogas sofreram danos substanciais causados ??pela inundação, forçando-as a improvisar, mudar ou se contentar com qualquer andar.

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"Não havia nenhuma parte da sinagoga que fosse imune às inundações", disse o rabino Brian Strauss do Beth Yeshurun. “Havia água cobrindo as sete primeiras fileiras da sinagoga. Você realmente não conseguia ver os assentos", disse.

Strauss afirmou que sua sinagoga sofreu um prejuízo de US$ 3 milhões. A sinagoga terá que descartar cerca de 1.000 livros sagrados que foram arruinados no dilúvio.

A Congregação Beit Israel também teve danos. Nenhum pergaminho da Torá foi danificado em qualquer das congregações, pois estavam em lugares altos quando as inundações começaram.

Embora grande parte tenha sido destruída, as sinagogas encontraram soluções improvisadas. As 300 famílias ortodoxas da United Orthodox Synagogue seguem rezando para encontrar uma solução. Ela recebeu centenas de novos livros doados de editoras e de outras sinagogas fora de Houston, incluindo 400 livros de oração.

A Escola Beth Yeshurun está ajudando nos serviços de bar e bat mitzvah em um dos seus auditórios e se juntou a Brith Shalom, uma sinagoga conservadora que não foi inundada.  Durante o período de férias, a escola se une a Igreja Lakewood, uma mega-igreja de Houston, que está doando uma parte de seu espaço às equipes de apoios. Para dar ao edifício uma sensação judaica, a Beth Yeshurun ??estará projetando fotos de suas obras de arte nas paredes da igreja.

"Todo mundo está sendo incrivelmente cooperativo e paciente", disse o rabino Barry Gelman. "Esta é uma comunidade incrivelmente receptiva. Apesar disso, estamos realmente ansiosos para ter um belo período de festas ".

Além de lidarem com a questão da recuperação das sinagogas, os rabinos enfrentam crises pessoais. Tanto Gelman quanto Strauss tiveram suas casas inundadas e junto com dezenas de famílias judias, mudaram-se para um complexo de apartamentos perto da sinagoga que ele agora chama de "kibutz".

"Há muitas despesas, existe agitação física e a agitação emocional", disse Gelman. "Há muita incerteza e estresse. O custo humano disso é realmente inimaginável”, completou.
A comunidade judaica de Houston também recebeu doações externas. Cerca de US$ 9 milhões foram doados pela federação local, Israel prometeu US$ 1 milhão em ajuda e a União Ortodoxa junto com o Chabad também enviou dinheiro e voluntários.

A rede de supermercado kasher, Seasons e a Chasdei Lev, uma organização de caridade em Nova York, enviaram caminhões de produtos perecíveis e roupas. Duas adegas israelenses, Golan Heights e Galil Mountain, doaram 100 caixas de vinho para as instituições judaicas de Houston: "A comida está voltando a ficar normal", disse Tzivia Weiss, diretora executiva da Houston Kashruth Association.

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Weiss disse que embora as doações sejam abundantes, as pessoas hesitam em levá-las porque “querem se sentir como pessoas que podem ir às lojas e comprar suas próprias roupas".

A passagem do furacão também afetou o que geralmente os rabinos mais se preocupam - seus sermões. Strauss, que iria falar sobre as pressões que afetam adolescentes e jovens adultos, agora está discutindo a experiência pessoal de sua família durante Harvey e como evitar a fixação aos bens materiais. Gelman fala sobre a conexão entre o sem-abrigo e o arrependimento, bem como sobre como responder ao dilúvio enquanto se pensa no futuro.

"Falo sobre o pensamento a longo prazo e não contando com respostas de curto prazo devido às dificuldades da vida", disse Gelman, descrevendo o seu sermão de Rosh Hashana. "Rosh Hashanah é o aniversário do aniversário do mundo. Nós vemos isso como uma oportunidade para o nosso próprio renascimento ".


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Sênior polonês chama Israel de “o milagre moderno"

O político mais poderoso da Polônia chamou Israel de "um grande país" cujo estabelecimento é um "milagre moderno", num discurso em que ele também condenou o antissemitismo e a tentativa de boicotar o Estado judaico.

Jaroslaw Kaczynski, fundador do Partido Nacional da Lei e Justiça da Polônia, fez as declarações durante um evento organizado pelo grupo “From the Depths”, em homenagem a pessoas que ajudaram judeus durante o Holocausto.

Em seu discurso no zoológico de Varsóvia, onde “From the Depths” realizou o evento, Kaczynski disse que "a esquerda europeia e também outras forças políticas tratam  Israel com atitudes antissemitas".

Kaczynski discursou depois de Yehiel Bar, vice-presidente do parlamento israelense e ressaltou uma observação feita por Bar, no qual ele chamou Israel de "um pequeno país". Kaczynski disse: "À sua maneira, Israel não é um país pequeno, mas um grande país e que precisa ser visto como um milagre divino, sem o qual ele não poderia existir. Existe sim um milagre moderno", disse Kaczynski.

Daniel Kawczynski, um legislador britânico presente ao evento, recebeu um premio em memória à sua família que foi morta pelos alemães por protegerem judeus. Eles não foram reconhecidos como “Justos Dentre as Nações” pelo Yad Vashem, que na pendência de pesquisa histórica rigorosa confere o título a não-judeus que arriscaram suas vidas para salvar judeus durante o Holocausto.

O fundador da Deepths, Jonny Daniels, afirmou que o Yad Vashem está investigando as ações de Kawczynski.

O grupo deu a Kawczynski um prêmio criado este ano com o nome de Jan e Antonina ?abi?ski, que resgataram
centenas de judeus durante o Holocausto.

No início deste ano, Leslaw Piszewski, presidente da União das Comunidades Judaicas na Polônia e Anna Chipczynska, chefe da comunidade de Varsóvia, enviaram uma  carta  a Kaczynski dizendo que os judeus poloneses estão cada vez mais temerosos devido ao aumento do antissemitismo e à inação do governo.


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EM MEMÓRIA DE JUDITH PREMINGER ZA’L


Judith Henriette Pels Preminger (Bula Judith bas R. Menachem ) nasceu em Montreux, Suíça, de pais holandeses (7 gerações!), sobreviventes do Holocausto. Seu pai, Menachem (Emanuel) Pels foi um líder comunitário e empresário e no tempo da Segunda Guerra Mundial, arriscou sua própria vida e salvou dezenas de judeus a escaparem da Holanda. Sua Mãe, Lea (Helen) Nopol Pels, provinha de uma família aristocrática. Durante a guerra em 1940, a família escapou para Bruxelas, Bélgica, onde o seu irmão mais velho, Bernard, nasceu. Mais tarde, em 1945, seu pai foi preso em Montreux, onde ela nasceu. Quando Judith teve apenas 6 anos de idade a família escapou para o Rio de Janeiro. No Rio, ela foi uma líder em movimentos da juventude judaica e não cansou de iniciar atividades relacionadas com Israel, seu povo e sua Torá.

Judith casou aos 21 anos com Israel Preminger, cuja família de sobreviventes do Holocausto, emigrou da Romênia para o Brasil. Depois do casamento, o casal viveu em Belo Horizonte, onde moravam os pais de Israel. Os Preminger foram o único casal ortodoxo na cidade. Naqueles tempos, eles se comportavam como se fossem emissários de toda a Comunidade, promovendo o judaísmo, de forma voluntaria. Como não tinham onde comprar comida kasher, eles produziam vinhos e queijos, pão e chala. Hospedaram convidados para ensinar Torá, Shabat e os chaguim judaicos. A família também foi responsável pela única mikvah do local.

A única escola judaica -Theodor Herzel, devido à influencia dos Preminger, era ortodoxa, além de ensinar temas seculares. Judith organizou atividades para mulheres e iniciou o grupo Aviv da WIZO, na qual conseguiu juntar fundos para viúvas, órfãos e necessitados em Israel.

Judith escreveu um livro de culinária kasher em português, que até hoje inspira quem segue os preceitos religiosos. Graças aos Preminger, a escola teve uma cozinha kasher (algo muito mais difícil nesses dias).
Nos sedarim de Pesach, havia pelo menos 50 pessoas a cada noite ao redor da elegante mesa, e que não eram familiarizadas com os costumes e leis judaicas.

Quando suas filhas cresceram e não havia mais aulas para elas na escola judaica, Judith e Israel decidiram mudar para o Rio de Janeiro, eles se sentiram responsáveis pelo Yiddishkeit e não poderia deixar a cidade sem um representante religioso.

Os Premingers trouxeram o primeiro casal Chabad de emissários e lhes deu a sua ampla e bela casa de cinco andares. Depois de um tempo, este casal saiu de lá, e um novo casal, Rabino Nissim e Rivka Katri, chegaram.
A cada ano os Premingers iam passar um tempo em Belo Horizonte, interessando-se pelas atividades do Chabad. Há cerca de dez anos, Judith e Israel, por própria iniciativa, compraram o terreno para construir um novo prédio como centro comunitário judaico do Chabad. Hoje este centro tem 5 andares com uma sinagoga, mikvah, quartos, uma cozinha e um salão de festas.

Do Rio de Janeiro, Judith e Israel emigraram para Israel, onde continuaram a ser dedicados à comunidade. Eles se tornaram os embaixadores brasileiros não formais, saudando a cada um deles, celebrando noivados e sheva brachot.

Judith dominou sete idiomas e se conectou com pessoas de diferentes origens, idades e estilos.

Uma mãe judia e amorosa avó que viveu e amou a caridade e benevolência. Dedicou a sua vida ao marido, filhas e netos. Ela ajudou pessoas e as organizações cuja missão era ajudar o povo judeu. Tudo sem esperar compensação. Judith foi sensível aos famintos, órfãos, sobreviventes do Holocausto, viúvas, solitários...

Judith Preminger faleceu em 13 de Sivan. O shloshim aconteceu em Yerushalayim, em Belo Horizonte e no Rio, nas comunidades onde morou e deixou marca forte e eterna, com siyum mishnayot, seudat mitzva, mais de 250 pessoas em Yerushalayim, incluindo rabinos, juízes, além de familia e amigos.

A neshama pura da Judith foi devolvida ao Criador na semana de seu 72º aniversário, 72 que equivale a gematria de chessed!!! (Texto:Família Preminger)

 
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Israel faz campanha contra a participação da Palestina na Interpol


A Autoridade Palestina está pressionando para integrar à Interpol; Israel está envolvido em esforços diplomáticos para frustrar essa adesão. 

A Assembléia Geral da Interpol votou por 62 votos contra e 56 a favor sobre um pedido de adesão palestino, em novembro de 2016, suspendendo também os pedidos do Kosovo e das Ilhas Salomão para integrar a Interpol. Na época, o Comitê Executivo da Interpol nomeou o ex-assessor jurídico da ONU, Hans Corell, para recomendar um "processo claro e transparente com um conjunto definido de critérios de adesão para novos Estados” antes da cúpula, em 2017.

A Autoridade Palestina agora espera garantir a adesão à Interpol, durante a 86ª Assembleia Geral da organização, nos próximos dias 26 a 29 de setembro em Pequim.

A Interpol é uma organização intergovernamental que representa as agências policiais de 190 Estados. Ela serve como o principal fórum de cooperação internacional entre forças policiais separadas.

O chefe da polícia palestina, Hazem Atallah, reuniu-se com o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock em Lyon – França, no ultimo dia 21 de agosto, afirmando que a polícia palestina havia alcançado os padrões profissionais necessários para se juntar ao sistema internacional de segurança.

JEAN-PHILIPPE KSIAZEK (AFP / Arquivo)
A sede da Interpol em Lyon,

De acordo com a Polícia Civil palestina, o chefe da Interpol elogiou o nível alcançado pelos palestinos. Além disso, o último relatório do Escritório afirma que "a Polícia Civil da Palestina demonstrou profissionalismo e eficiência na luta e prevenção de crimes".

O site I24NEWS entende que Israel está buscando uma estratégia diplomática de duas vertentes para bloquear o pedido palestino de adesão à Interpol. “Em primeiro lugar, Israel está negociando com a liderança da Interpol para apertar os critérios propostos para os novos membros, em um esforço para desqualificar os palestinos de se juntarem. Também está pressionando os membros da Interpol a rejeitarem a adesão palestina quando se propõe uma votação, o que exigiria uma maioria de dois terços”.

A Autoridade Palestina aplicou a proposta formalmente a Interpol, em 2015, argumentando que a adesão ajudaria a perseguir fugitivos procurados por acusações de corrupção criminal e financeira. Em regra, Israel se opõe aos esforços palestinos para garantir o reconhecimento de um Estado independente da Palestina através da adesão a instituições internacionais.

Especificamente, Israel está preocupado que a participação na Interpol permita que a Polícia Palestina solicite "Avisos Vermelhos" contra cidadãos israelenses, pedindo à Secretária-Geral da Interpol que ajude as forças policiais estrangeiras a localizá-los com o objetivo de buscar sua prisão ou extradição.

Israel também teme que a participação palestina na Interpol comprometa a partilha de inteligência internacional, arriscando o vazamento de informações confidenciais para terroristas. Todas as 190 agências centrais da Interpol estão conectadas a uma rede de informática denominada:  "I-24/7", o que lhes permite compartilhar dados de forma centralizada, proporcionando acesso mútuo às bases de dados criminais dos outros.

Asher Ben Artzi, ex-chefe da mesa da Interpol em Israel, disse que a polícia israelense não confia em seus homólogos palestinos com a mesma inteligência que compartilha com os Estados estrangeiros. "A polícia tem informações sobre atores terroristas hostis” disse ele. “Mesmo que essa inteligência seja rotineiramente compartilhada com outros Estados árabes através desta rede multinacional, estes dados não são necessariamente passados ??para a Palestina”

Diplomatas israelenses também estão argumentando que a Interpol não deve votar em novos pedidos, após endossar novos critérios de adesão, argumentando que deve ser dado tempo para avaliar esses pedidos corretamente à luz de qualquer critério que seja aprovado.

O Ministério das Relações Exteriores israelense recusou-se a comentar sobre o assunto, afirmando que o assunto era muito sensível. A Polícia de Israel e o Ministro da Segurança Pública israelense também não fizeram nenhuma declaração sobre este tema.


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Primeira base militar oficial dos EUA em solo israelense


O exército dos EUA abriu oficialmente sua primeira base, operando sob uma bandeira americana em terras israelenses. 

Uma cerimônia foi realizada com o comparecimento de altos oficiais americanos e israelenses para marcar a inauguração. A base americana é uma instalação independente, localizada dentro de uma base militar israelense que serve como Escola de Defesa Aérea, no sul de Israel.

A instalação receberá dezenas de soldados dos EUA que também serão destinados a proteger e defender a aérea.

O general de brigada Zvika Haimovich, chefe de Defesa Aérea da IDF disse que os americanos irão trabalhar como uma espécie de “sistema operacional que lida com a identificação e intercepção de ameaças aéreas como mísseis e foguetes”.

No passado, esses sistemas eram operados por empreiteiros civis, mas ao longo dos últimos anos o Pentágono procurou substituir esses civis por soldados, como parte de um processo gradual que ocorre nas instalações militares dos EUA em todo o mundo.

A nova base americana incluirá quartéis, instalações recreativas e tudo que seja necessário para sustentar uma presença militar permanente com dezenas de soldados.

Haimovich disse ainda que o exercito israelense trabalhou com os EUA para estabelecer as instalações nos últimos dois anos. O general salientou que a presença americana não prejudica a capacidade da IDF de agir de forma independente contra qualquer ameaça à segurança do estado de Israel.

Haimovich também observou que o exercito de Israel havia estabelecido um novo Batalhão de Iron Dome, referindo-se à bateria de defesa aérea israelense que ganhou uma grande reputação em combater com sucesso ameaças de foguetes de curto alcance.

Haimovich declarou que o novo batalhão permitirá que Israel implemente mais sistemas de Domes de forma mais eficaz para combater as ameaças regionais nas fronteiras norte e sul de Israel.

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Chefe do exército do Irã diz que Israel deve "começar a contar os dias até a sua morte"


O chefe do exército do Irã disse que Israel deveria "começar a contar os dias até a sua morte" e ameaçou “arrasar grandes cidades israelenses se o regime sionista cometer algum erro”.

Uma reportagem do Tasnim, uma agencia de noticias do Irã, atribuiu essas declarações ao major general Abdolrahim Mousavi, que ameaçou diretamente as cidades de Haifa e Tel Aviv: "Israel deve permanecer em silêncio e contar os dias até sua morte, porquê qualquer erro levará à sua morte tão rápido quantos os relâmpagos", disse.

Mousavi foi nomeado para o primeiro lugar do exército iraniano, em agosto deste ano, e afirmou que “Israel não existirá em 25 anos” e completou: "Tel Aviv assinará seu próprio mandado de morte se cometer algum erro.”

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Presidente israelense se juntou com embaixadores estrangeiros e membros do corpo diplomático para uma recepção pela celebração do Rosh Hashana em sua residência em Jerusalém

Reunindo diplomatas estrangeiros em Jerusalém para a celebração do Ano Novo judaico, o presidente israelense Reuven Rivlin alertou contra o aumento das ameaças do Irã objetivando a destruição de Israel: "O fato do Irã continuar exaltando a destruição de Israel é inaceitável", disse Rivlin. "Isso não promove valores humanísticos, valores que são o coração de nossos povos, do nosso país e das nossas amizades". "Tais ações e declarações que ouvimos contra Israel - negando nossos direitos e ameaçando nossa existência, são inaceitáveis. Eles não promovem a compreensão ou cooperação entre as nações", acrescentou.

Israel já advertiu a comunidade internacional que o inimigo Irã representa a ameaça mais séria para a região. O Irã se preparou para ocupar um lugar central na Assembléia Geral das Nações Unidas, onde o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, pressionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a eliminar o acordo nuclear com o Irã.

O cumprimento do acordo nuclear pelo Irã foi o ponto principal da reunião na ONU em Nova York com Trump e uma série de conselheiros seniores, bem como Netanyahu.

Trump e Netanyahu se encontraram para conversas, à portas fechadas, antes do fórum internacional.

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Israel se compromete com a legislação que acaba com a proibição da adoção de casais do mesmo sexo

A lei atual que define pais adotivos como sendo um homem e uma mulher deve ser alterada para refletir a nova política

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Israel se comprometeu perante a Suprema Corte a aprovar uma lei que acabaria com a proibição de adoção por casais do mesmo sexo, até em junho de 2018, segundo informou a imprensa israelense.

Esse tema gerou grande repercussão quando o governo israelense respondeu a uma petição feita no Tribunal Superior por grupos de direitos LGBT, que afirmavam que o Estado estava tendo uma política discriminatória, acrescentando que ter pais homossexuais seria "uma bagagem" para os filhos adotados.

Após protestos de grupos de ativistas locais, o Ministério do Bem-estar e Assuntos Sociais de Israel revogou sua oposição à adoção do mesmo sexo. Esta semana, o tribunal decidiu apoiar o cancelamento de limitar a adoção apenas a casais heterossexuais.

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Manifestação em Tel Aviv em favor da adoção dos casais do mesmo sexo, em junho.

A juíza da Suprema Corte, Esther Hayut, considerou que o prazo de aprovação datada para junho de 2018 está correta, pois observou que "se as coisas não progredirem no ritmo apropriado, há possibilidade de se retornar e monitorar essa questão. As portas do tribunal estão sempre abertas".

No mês passado, o mesmo tribunal disse que os homossexuais deveriam ter o mesmo direito, dando ao estado seis meses para mudar a lei.

Israel é considerado pioneiro quando se trata de direitos dos homossexuais, mas a homossexualidade continua sendo um tabu entre os religiosos. Durante anos, o governo reconheceu crianças adotadas no exterior por casais homossexuais, mas as opções diminuíram, já que os destinos de adoção, anteriormente populares como a Tailândia e a Rússia, lançaram obstáculos ou mesmo impuseram proibições definitivas.

 

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Ex-presidente argentina nega o encobrimento do governo em relação ao assassinato de Alberto Nisman

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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner declarou como "absurdo" um relatório que alega que uma investigação especializada conjunta concluiu que Alberto Nisman, promotor especial que investigou o atentado da AMIA, em 1994, não cometeu suicídio como foi afirmado.

O relatório divulgado pelo site argentino Infobae, e que não foi confirmado por autoridades argentinas, mostra que uma equipe de 28 especialistas em vários campos, incluindo balística e psicologia, concluiu categoricamente que Nisman foi assassinado com um tiro na cabeça e que o assassino tentou ocultar evidências da cena.

Em um movimento atípico antes das eleições do Congresso e depois de anos evitando a imprensa argentina, Kirchner deu uma entrevista rara à Infobae, durante a qual falou sobre o caso, bem como acusações de que seu governo estava envolvido na morte de Nisman: “ É um absurdo e todo mundo sabe que é um absurdo", disse Kirchner quando perguntada sobre as acusações de que o governo teria encoberto o assassinato, divulgado por um jornalista do site i24NEWS, Damian Pachter, que foi o primeiro a falar sobre as investigações quando escrevia para o Buenos Aires Herald.

Pachter foi forçado a fugir da Argentina após uma vigilância suspeita contra ele.

"Parece-me que é uma acusação sem qualquer fundamento e acredito que [mesmo] aqueles que realmente o formulam não acreditam", disse Kirchner e completou: "Nós não tínhamos nenhum motivo real. Isso foi desencadeado de uma maneira errada durante meses”.

À sangue frio

O relatório da Infobae, publicado pelo jornalista Roman Lejtman, afirma que "o promotor foi assassinado com um tiro na cabeça, fato que tentou ser encoberto ao modificarem a cena do crime para simular um suposto suicídio desencadeado por uma eventual crise mental".

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Polícia Federal da Argentina durante pericia no apartamento de Nisman, em 13 de fevereiro de 2015.

Evidências anteriormente reveladas, como a ausência de pólvora nas mãos de Nisman e a falta de padrões de impressão digital no banheiro onde seu corpo foi descoberto, reforçam a hipótese do assassinato. Novas evidências também mostram as suspeitas de falta de provas, incluindo lesões na perna e na cabeça de Nisman, bem como uma revisão de um relatório de toxicologia que encontrou traços de Ketamina - comumente usado como anestésico em Nisman, sugerindo que ele foi drogado dias antes de sua morte.

Outras fontes judiciais e periciais, citadas pelo jornalista Daniel Santoro, sugeriram que Nisman foi morto por pelo menos duas pessoas e que a posição em que seu corpo foi encontrado "é absolutamente incompatível com a queda natural de alguém que cometeu suicídio ". No entanto, a Guarda Costeira da Argentina -  responsável pela análise de evidências na investigação, afirmou que as descobertas detalhadas pela Infobae não foram definitivas.

"A Diretoria Criminalística de Estudos Forenses não produziu nenhum relatório final conclusivo no âmbito do conselho interdisciplinar sobre a experiência do chamado caso Nisman", diz o comunicado.

File source: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:2016_18_de_enero_velas_por_Nisman_(3).jpg

Pessoas participam na "Marcha del silencio" convocada pelos promotores argentinos
em memória de Alberto Nisman, no dia em 18 de fevereiro de 2015.

Nisman acusou Kirchner de fazer parte de uma "comissão da verdade" com o Irã para investigar conjuntamente o bombardeio da AMIA, que matou 85 pessoas, e que ajudou a obter mandados da INTERPOL contra cinco suspeitos iranianos, como um passo para normalizar as relações entre os dois países.

Entretanto, muitos acham difícil conciliar a linha de tempo entre a publicação das acusações de Nisman contra Kirchner e sua morte misteriosa. Nisman apresentou uma acusação contra Kirchner, em 14 de janeiro de 2015, e expôs uma suposta rede iraniana que opera um canal diplomático com funcionários do governo. Apenas 96 horas depois, Nisman estava morto.

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China fornece linha de crédito de US$ 10 bilhões para o Irã



O chefe da organização de energia atômica iraniana, Ali Akbar Salehi e o presidente do
Banco Central iraniano, Valiollah Seif, em 17 de janeiro de 2016, em Teerã.

Uma empresa de investimento estatal chinesa forneceu uma linha de crédito de US$ 10 bilhões para bancos iranianos, segundo informou o presidente do Banco Central iraniano. O contrato foi assinado em Pequim entre o grupo de investimento CITIC da China e uma delegação de bancos iranianos, liderada pelo presidente Valiollah Seif.

Iran Daily disse que os fundos financiariam projetos de água, energia e transportes. O Irã é vital para as ambições comerciais da China, uma vez que envolvem trilhões de dólares. Além da linha de crédito, o Banco de Desenvolvimento da China assinou acordos preliminares com o Irã, no valor de US$ 15 bilhões para outros projetos de infraestrutura e produção.

Os contratos refletem "uma forte vontade para continuar a cooperação entre os dois países", disse Seif.

A linha de crédito será em euros e yuan para ajudar a burlar as sanções dos EUA que continuam. A China foi signatária do acordo que levantou sanções em troca de restrições ao programa nuclear do Irã. O presidente Xi Jinping visitou o Irã, uma semana após a entrada em vigor da sanção, prometendo impulsionar o comércio bilateral para US$ 600 bilhões, em uma década.

Embora o comércio tenha sido de apenas US$ 31 bilhões, em 2016, ele saltou mais de 30% nos primeiros seis meses de 2017. A China já é o maior consumidor de petróleo do Irã e representa um terço do seu comércio geral. Desde o levantamento das sanções, Pequim abriu duas linhas de crédito no valor de US$ 4,2 bilhões, para construir linhas ferroviárias de alta velocidade que ligam Teerã a Mashhad e Isfahan.

A última noticia é um acordo de crédito de oito bilhões de euros assinado com o banco Exim da Coréia do Sul, no mês passado. Os bancos europeus continuam preocupados com as penalidades de Washington por trabalharem com o Irã, mas as negociações estão em estágio avançado por US$ 22 bilhões em acordos de crédito com bancos da Áustria, Dinamarca e Alemanha.

A nova linha de crédito de US$ 10 bilhões da China irá para os bancos Refah Kargaran, San'at va Ma'dan, Parsian, Pasargad e Tose'e Saderat do Irã.

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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign