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  Edição 548  Diretor/Editor: Osias Wurman Segunda, 15 de Janeiro de 2018


 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


MIRI REGEV APRESENTA A LOGOMARCA DOS 70 ANOS DE
INDEPENDENCIA DE ISRAEL

A ministra israelense da Cultura e Esportes Miri Regev apresentou hoje a logomarca que foi aprovada para as comemorações dos 70 anos da independência de Israel. As celebrações principais serão durante o mês de maio de 2018.

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General diz que "cérebros judeus" encontraram solução para
eliminar todos os túneis do Hamas

Um general das IDF, no domingo, disse que o exército israelense, ajudado pelo "cérebro judeu", havia planejado uma solução que viria a destruir todos os túneis transfronteiriços do Hamas para Israel. Falando em árabe para a estação de televisão por satélite Alhurra, com sede nos Estados Unidos, o major-general Yoav Mordechai disse que "o gênio israelense junto com o cérebro judeu trouxe uma solução para todos os túneis dos terroristas". "Assim como há 'Iron Dome' para o ar, há um guarda-chuva tecnológico de aço subterrâneo", disse ele. "Quero enviar uma mensagem para todos os que estão cavando ou se aproximando dos túneis: como você viu nos últimos dois meses, esses túneis trazem apenas a morte", acrescentou de acordo com as traduções da entrevista. Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que haviam destruído um túnel de ataque do Hamas que atravessava a fronteira, o terceiro nos últimos meses, que penetrou em centenas de metros no território israelense e egípcio da Faixa de Gaza, em um ataque aéreo, na noite de sábado passado. Durante uma visita à área no final do dia, o major-general Eyal Zamir prometeu que as FDI continuariam a destruir mais túneis nos próximos meses, uma vez que o Ministério da Defesa completa a construção de uma barreira em torno da Faixa de Gaza destinada a prevenir a penetração subterrânea em território israelense. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, durante sua visita à Índia, também afirmou que Israel estava sistemicamente trabalhando para destruir os túneis de Gaza para que os grupos terroristas palestinos "não se metam contra nós".

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O príncipe Harry e Meghan Markle surpreendem a mulher judaica
que desejava que eles tivessem "mazel tov"

Quando Edna Levi olhou seu correio no domingo, ficou chocada ao encontrar um envelope entregue pelo Palácio de Buckingham. O príncipe Harry e Meghan Markle, o casal real britânico, respondeu sua carta. Levi, que vive nos arredores de Leeds e está em seus 80 anos, tinha enviado ao casal uma nota de felicitações após seu recente noivado, The Yorkshire Evening Post relatou. "Caro Príncipe", Levi, uma membra da comunidade judaica de Leeds, escreveu em sua nota. "Eu sou nascida no Reino Unido, mas um membro da fé judaica e dizemos Mazel Tov em uma ocasião feliz. É por isso que estou dizendo isso a vocês e desejando-lhes uma boa sorte e boa saúde ". Os sentimentos de Levi deixaram o principe britânico e sua noiva "incrivelmente tocados". "Realmente foi mais bem pensado em você e muito apreciado", o casal escreveu em resposta. "Sua Alteza Real e a Sra. Markle enviam seus mais calorosos agradecimentos e os melhores desejos". Levi ficou entusiasmada ao ouvir a resposta. "Eu não pensei que eu teria uma resposta porque eles devem receber centenas de cartas enviadas, então fiquei emocionada", disse ela. "Eu nunca escrevi para a família real antes, mas eu gosto do Príncipe Harry por causa da maneira como ele cuida de instituições de caridade. Ele é um jovem legal e normal. " No ano passado, vários meios de comunicação escreveram que o pai de Markle era judeu, repetindo uma reivindicação feita em um artigo de tablóides britânico. Markle casou-se com o produtor de filmes judeu Trevor Engelson, mas o publicista da atriz confirmou que ela não é membro da tribo.

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A viagem de Netanyahu destaca a pequena comunidade judaica da Índia

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está fazendo uma visita emocional esta semana a um centro judaico alvo dos ataques de Mumbai, em 2008, em uma viagem que a comunidade judaica diminuta da Índia esperará aumentar seu perfil Netanyahu conversará em Nova Deli e se maravilhará com o Taj Mahal antes de encerrar sua visita em Mumbai, onde a maioria dos 4.500 judeus da Índia vivem. Lá, ele acompanhará Moshe Holtzberg , de 11 anos, quando o menino retornar pela primeira vez para a casa onde seus pais foram mortos nos ataques terroristas do 26/11 que deixaram 166 pessoas mortas. Na sinagoga de Mumbai, Magen David, os fiéis estão entusiasmados com a primeira visita à Índia de um líder israelense, em quase 15 anos. "É uma boa noticia para nós. Temos muita sorte em ver o primeiro-ministro aqui", disse Joel Gershon Awaskar, depois de concluir as orações da manhã. Netanyahu será apenas o segundo primeiro-ministro israelense a visitar a Índia e o primeiro desde Ariel Sharon, em 2003. Chega seis meses depois que o líder indiano Narendra Modi percorreu Israel. Para Jonathan Solomon, presidente da Federação Judaica da Índia, as visitas recíprocas e os laços cordiais entre os dois países são de "extrema importância" para os judeus na Índia. "Quanto mais perto a cooperação, mais perto a comunidade judaica na Índia se sente com Israel. Então nos sentimos reconhecidos e nos sentimos seguros", disse ele. Não é apenas o reconhecimento do estrangeiro que muitos judeus indianos desejam. Embora os historiadores acreditem que os judeus chegaram pela primeira vez na Índia, há 2.000 anos, seus descendentes hoje dizem que são praticamente desconhecidos em um país onde são extremamente superados em número por hindus, muçulmanos, sikhs, cristãos, budistas, jains e zoroastrianos. Nem os judeus são oficialmente reconhecidos como uma comunidade minoritária pelo governo da Índia. A Índia é de fato o lar de vários grupos judeus distintos. Estes incluem uma comunidade significativa de Cochin no sul da Índia, o Bene Menashe, os Bene Israelis, que têm a maior história na Índia e os judeus de Bagdá, que fugiram da perseguição no Oriente Médio, nos séculos 18 e 19. Embora não haja números oficiais, acadêmicos dizem que a população judaica da Índia atingiu o máximo de 20 mil em meados da década de 1940. Os números diminuíram rapidamente devido à emigração desde a criação de Israel em 1948.

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Krav Maga, cães de ataque e muito sionismo: Comediante Seinfeld visita academia antiterrorismo.

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O comediante norte-americano Jerry Seinfeld fez uma visita surpresa a uma "academia antiterrorismo”, que fica na Cisjordânia, durante sua visita a Israel.

A pagina do Facebook da academia registrou o momento e declarou: "Finalmente podemos dizer! O lendário Jerry Seinfeld e sua família estiveram no Caliber 3. Durante sua visita a Israel, na semana passada, eles nos visitaram e puderam assistir nossas exibições de Krav Maga, dos cães de ataque e de sionismo. Foi ótimo ".

A academia Caliber 3 foi criada em 2003, pelo coronel do Exército israelense, Sharon Gat e tornou-se a principal academia de treinamento contraterrorismo e segurança em Israel.

No site da academia, a Caliber 3 é descrita como sendo parte da tendência do "turismo militar, que será uma nova indústria próspera" de acordo com o jornal Haaretz.  Ela oferece uma simulação de vários tipos de ataques terroristas, incluindo bombardeios e ataque com facas.

Seinfeld visitou vários locais em Israel, incluindo um kibutz.

Em sua última visita, ele realizou um show em Tel Aviv, com ingressos esgotados.

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Polícia israelense prende o homem que pichou uma suástica, na estátua de Yitzhak Rabin, em Tel Aviv


A polícia israelense prendeu um homem de 43 anos, que vandalizou uma estátua do ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, que fica no exato local onde ele foi assassinado.

O homem pichou uma suástica e uma frase em alemão: "Obrigado 6 milhões", numa referência ao número de judeus mortos durante o Holocausto. A polícia disse que o suspeito tinha duas facas e parecia estar drogado no momento de sua prisão.


Rabin foi morto à tiros, em 4 de novembro de 1995, pelo ativista de extrema direita Yigal Amir, durante a implementação do “controverso” acordo de Oslo, que deveria estabelecer um acordo final de paz entre israelenses e palestinos.

Em novembro de 2017, Amir iniciou oficialmente os procedimentos para solicitar um novo julgamento, no qual ele reivindica que as balas de sua pistola não causaram a morte do ex-primeiro-ministro.

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Israel aprova lei que determina o fechamento das lojas no Shabat.



A lei não afetará Tel Aviv, após decisão da Suprema Corte em dezembro de 2017

Uma lei duvidosa, aprovada esta semana, dá ao ministro do Interior de Israel o poder de derrubar estatutos municipais e interferir nas empresas e lojas, para que elas fechem no Shabat. O Knesset aprovou o projeto de lei, com uma votação final de 58 a 57, após 15 horas de discussões internas.

O projeto de lei, patrocinado pelo ministro do Interior Aryeh Deri, que preside o grupo ultra-ortodoxo Shas, entrega a ele a autoridade para supervisionar e rejeitar os estatutos municipais, relacionados às operações das lojas e empresas durante o Shabat.

A lei não afetará Tel Aviv, que o Tribunal Superior decidiu que poderia ter seus próprios estatutos e que as lojas poderiam permanecer abertas no Shabat.

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Os líderes da coalizão tentaram conquistar os votos necessários. Eles “suavizaram” o projeto, dispensando de se fechar as lojas de conveniência que estivessem anexadas a postos de gasolina. Entretanto, rejeitou uma emenda que excluí as lojas no centro turístico em Eilat.

A legislação intensificou o debate, polarizador entre os partidos religiosos e religiosos seculares de Israel, há quase uma década, centrados em comprometer o caráter judaico do país.

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O líder do partido Shas, Aryeh Deri

Os críticos da chamada "lei do supermercado" veem isso como uma tentativa de impor observância religiosa ao público israelense. Pelo menos cinco legisladores do partido Yisrael Beytenu, do ministro da Defesa Avigdor Liberman, prometeram se opor ou abster-se durante a votação, juntamente com Sharren Haskel, do partido Likud, que também abriga o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Com receio de novas “brigas”, Netanyahu advertiu o seu partido, em uma reunião a portas fechadas, de que “qualquer um que votasse contra a medida, seria a favor de derrubar o governo", informou a imprensa israelense. Os partidos ultra-ortodoxos formam uma base central no governo de coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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Loja Kasher francesa é alvo de incêndio no dia do “terceiro aniversario do ultimo ataque”.


O incêndio foi no dia do terceiro aniversário do ataque, em 2015, realizado por um jihadista

Um incêndio suspeito, em uma loja kasher francesa, reviveu os medos do antissemitismo na semana passada, exatamente três anos depois de um ataque a um supermercado kasher.

A polícia informou que a loja, no subúrbio de Creteil, foi incendiada à noite, após sua fachada ter sido pichada com mensagens antissemitas. Os investigadores não acreditam que o incêndio foi acidental. A loja Promo & Destock foi uma das duas lojas kasher, que tiveram suas paredes vandalizadas com suásticas.

"A loja foi devastada pelas chamas e não resta mais nada", afirmou o presidente da comunidade judaica de Creteil, Albert Elharrar, acrescentando que a comunidade está fazendo o melhor para "manter a esperança”.

O incêndio provocou uma indignação nas redes sociais e levou o embaixador de Israel na França, a condenar o ataque afirmando que era uma "provocação vergonhosa" que "prova a importância de se continuar a luta contra o antissemitismo".

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A polícia protege o supermercado Hyper Cacher, em Paris, durante um ataque
jihadista em janeiro de 2015 

O incêndio ocorreu no mesmo dia do terceiro aniversário do ataque, em 9 de janeiro de 2015, em um supermercado kasher no norte de Paris, cometida pelo jihadista Amedy Coulibaly, que matou três pessoas e um funcionário judeu. O ataque ocorreu dois dias depois de Said e Cherif Kouachi, matarem 11 pessoas nos escritórios da Charlie Hebdo, o primeiro de uma onda de ataques jihadistas na França, nos últimos três anos.

O ataque de 2015 ao supermercado Hyper Cacher provocou uma profunda preocupação da comunidade judaica da França, em relação a crescente onda de antissemitismo. Cerca de 7.900 judeus franceses emigraram para Israel em 2015. O ex-primeiro-ministro Manuel Valls disse à rádio Europa 1, que era necessário fazer mais para combater o antissemitismo, onde afirma que isso se tornou "profundamente enraizado na França”. “O que mudou nos últimos três anos é a consciência desse nível de antissemitismo”, completou.

Valls acrescentou ainda, que a sociedade francesa como um todo não conseguiu se mobilizar para apoiar os judeus, após os ataques, como o tiroteio islâmico de 2012 em uma escola judaica em Toulouse, onde quatro pessoas foram mortas, incluindo três crianças.

"Estes são crimes que devem ser processados e condenados. Precisamos fazer mais", disse Valls.

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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

A AMBIGUIDADE DOS ISRAELENSES QUANTO À LÍNGUA ÁRABE

TEL AVIV – Há algumas semanas, uma série de cartazes pretos começaram a aparecer nas ruas de diversas cidades de Israel. Nos pôsteres, colocados em grandes espaços publicitários nas ruas, apareciam apenas algumas letras brancas em árabe sobre um fundo preto. Foi o suficiente para assustar um monte de gente.

Muitos chamaram a polícia e pediram a remoção dos anúncios. Os que não entendiam (a maioria) o que estava escrito, ficaram temerosos. Pensaram que fosse algum tipo de ameaça a Israel ou aos judeus (como se terroristas fossem lançar mão de espaços publicitários...). Mas os que entendem árabe ficaram ainda mais confusos e com medo. Os cartazes variavam na mensagem, mas sempre com apenas uma palavra ou expressão: “Prepare-se”, “Em breve, a ação continuará” e “A caminho de você”. O que seria isso?

Afinal das contas, era uma campanha publicitária pré-lançamento da segunda temporada do seriado israelense “Fauda” (Netflix), um sucesso em todo o mundo – e no Brasil também. O seriado fala sobre membros da unidade “Mistaaravim” (algo como “infiltrados entre os árabes”) do exército israelense: uma unidade de soldados judeus de origem árabe que se infiltram entre palestinos. No caso do seriado, o objetivo seria prender um líder do Hamas.

Não é a primeira campanha publicitária em árabe por aqui. Houve uma famosa campanha, há 13 anos, que fez sucesso ao pregar a convivência e a coexistência entre judeus e árabes. Era do Centro Mossawa para os Direitos dos Cidadãos Árabes em Israel e tinha como objetivo diminuir a aversão à língua árabe nas ruas de Israel. Lembrando que árabe é língua oficial de Israel, bem como o hebraico.

Muitos cidadãos árabes de Israel sentem que, quando falam sua língua natal nas ruas de cidades de maioria judaica, são olhados de forma enviesada. A verdade é que o israelense judeu médio morre de medo de árabe (e dos árabes, em geral). Acredito que alguns façam muxoxos quando escutam árabe na rua porque têm medo. Estão acostumados a escutar todos os dias pelas TVs e rádios discursos inflamados em árabe de líderes do Hamas, do Hizbollah e de outros grupos islâmicos advogando a morte violenta dos judeus e o fim de Israel. 

Mal comparando (e, por favor, não me entendam mal), é como um sobrevivente do Holocausto que escuta alguém berrando em alemão e imediatamente pensa nos discursos nazistas de décadas atrás. É claro que alemão não é uma língua “má” ou quem fala alemão está necessariamente dizendo coisas odiosas. Claro que não! Como o árabe, o alemão é uma língua antiga, bonita e respeitada. Muita literatura e sabedoria em geral já foi foram escritas nessas línguas. 

Mas, para quem tem traumas, é complicado escutar uma língua que considera ser a de terroristas que querem a sua destruição. É esse medo que os publicitários da segunda temporada de “Fauda” usaram para chamar a atenção e criar burburinho (nada contra publicitários... Afinal, conseguiram a atenção que desejavam).

Mas a questão do árabe em Israel é muito mais complexa do que parece. Ao mesmo tempo em que há casos como o da campanha de “Fauda”, em todos os reality shows de música, aqui de Israel, quando um concorrente canta em árabe, é super-elogiado e leva as pessoas às lágrimas. 

As pessoas se emocionam por diversos motivos: primeiro, acham lindo músicas em árabe. Segundo, se lembram de parentes que vieram de países árabes (metade dos judeus de Israel – e do mundo – são sefaradim ou mizrahim, oriundos de países árabes). E, por último, porque querem, querem muito se sentir parte do Oriente Médio. Aliás, isso acontece também em programas de culinária ou outros realities.

Eu acho que os israelenses gostariam muito de que o árabe fosse normal nas ruas daqui e que o hebraico fosse normal nas ruas de outros países da região. Pelo menos quando se trata de música, de arte, de cultura, de culinária.

Essa ambiguidade quanto ao árabe é notável e explica um pouco da dualidade do país quanto à sua vizinhança. Há muito medo – às vezes racional e às vezes irracional – dos rivais e inimigos, os quais muitos (a maioria, creio) gostariam de ter como amigos. E o medo é, muitas vezes, um sentimento ruim e perigoso.

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Líder da oposição israelense sugere que Sauditas tenham liderança sobre os locais muçulmanos de Jerusalém



O líder da oposição, Isaac Herzog, disse que a Arábia Saudita pode receber um estatuto especial para supervisionar os locais muçulmanos de Jerusalém, incluindo a venerada mesquita Al-Aqsa: "O povo israelense está pronto para a paz e existe uma base para chegar a um acordo histórico", disse Herzog.

Ele explicou que a Arábia Saudita deveria trabalhar para ajudar a mobilizar o processo de paz, a partir de seu impasse atual e que "deveria ser desempenhado um papel central nesta questão", referindo-se aos locais sagrados muçulmanos de Jerusalém. Herzog afirmou sua fé no líder do Partido Trabalhista, Avi Gabai, ao unir a oposição para derrubar o governo de direita de Netanyahu e buscar uma solução de dois Estados nas negociações com os palestinos.

Quanto à questão de Jerusalém, Herzog disse que “todos precisam ser pacientes”, assegurando que “apenas será através de negociações, que as fronteiras da soberania israelense, em Jerusalém, estarão determinadas”.

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A decisão de Trump, em 6 de dezembro de 2017, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel rompeu com o consenso internacional e desencadeou protestos no mundo muçulmano, provocando uma onda de apelos às Nações Unidas. O status da “Cidade Santa” é uma das questões mais espinhosas do conflito, com ambos os lados afirmando ser Jerusalém sua capital.

Israel conquistou o setor oriental, em grande parte árabe, de Jerusalém, durante a Guerra dos Seis Dias de 1967 e depois o anexou, reivindicando também os lados da cidade como sua "capital eterna e indivisivel". Já os palestinos querem o setor oriental como sua capital do futuro Estado e se opõem ferozmente a qualquer tentativa israelense de estender a soberania lá.

Várias resoluções da ONU apelam a Israel para que se retire do território apreendido em 1967.

 

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“Israel está preocupado com a crescente influência do Irã no exterior”, diz o chefe do Mossad

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O diretor do Mossad, Yossi Cohen, disse que tem poucas esperanças no sucesso dos protestos contra o governo no Irã e afirmou que Israel tem "olhos, ouvidos e muito mais no país”.

Falando em uma conferência, no Ministério das Finanças, Cohen argumentou que os protestos atuais na República Islâmica são enraizados em grande parte na "insatisfação econômica em relação ao governo Rouhani, que aumentou as expectativas de crescimento, mas fracassou”.

No entanto, ele disse que “tem pouca confiança e que esses protestos podem ir para qualquer lugar, mesmo que gostasse de ver uma revolução”.

Cohen passou a expressar preocupações sobre a crescente influência do Irã no exterior. "O Irã está gastando mais e mais em segurança, tentando expandir seu poder no Oriente Médio, principalmente através do financiamento de organizações da Shiia", afirmou.

Na rara intervenção pública, o chefe do Mossad também falou de questões de equilíbrio de gênero nos principais níveis da organização. Ele disse que “não há motivo para se preocupar, pois um quarto dos comandantes são mulheres e representam 50% dos funcionários”.

Cohen afirmou ainda que o Mossad "deve" ser a melhor agência de serviços secretos do mundo: "Nossa capacidade de recursos humanos, ataques cibernéticos e espionagem devem ser inigualáveis ??a nível mundial", disse.  "Não podemos nos dar ao luxo de ser o segundo melhor".

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Nova linha de trem que ligará Tel Aviv a Jerusalém, em apenas 28 minutos, será inaugurada em março

 

O ministro dos Transportes, Israel Katz, disse que a nova linha de trem de Tel Aviv começará a operar no final de março, antes dos feriados de Pessach.

De acordo com a TV israelense Hadashot, a linha será gratuita nos primeiros três meses. Uma mudança bem significativa, para muitos viajantes israelenses, pois a nova linha de trem vai cobrir os 54 km entre Tel Aviv e Jerusalém, em apenas 28 minutos.

A nova linha Jerusalém/ Tel Aviv foi testada em agosto do ano passado, com um trem de carga pesando cerca de 1.200 toneladas, que ajudou a determinar a força das pontes e trilhos.

A construção da linha express-train deverá custar cerca de US$7 bilhões.

A rota fornecerá aos passageiros uma opção de viagem muito mais conveniente em termos de tempo. De carro ou ônibus, o trajeto entre Tel Aviv e Jerusalém leva cerca de uma hora sem trânsito.

Uma antiga linha ferroviária, da era otomana que ainda está em uso, leva aproximadamente uma hora e meia para trafegar entre as duas cidades.

 

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“Israel impediu os piores ataques terroristas na Europa”, diz Netanyahu.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu falou aos embaixadores dos países da OTAN, na semana passada em Jerusalém, afirmando que os serviços secretos israelenses salvaram a Europa de vários ataques terroristas importantes.

"Nós fornecemos informações que impediram vários ataques terroristas, muitos deles em países europeus. Alguns desses ataques poderiam ter sido em massa, do pior tipo que você pode imaginar na Europa e, pior ainda, porque envolveram a aviação civil. Israel impediu e, desse modo, ajudou a salvar muitas vidas europeias ", disse Netanyahu.

O primeiro-ministro também afirmou que Israel está ajudando a impedir o estabelecimento de células ISIS no Sinai. "Como o ISIS está sendo destruído no Iraque e na Síria, ele está tentando estabelecer uma base territorial alternativa no Sinai", afirmou. "Israel está contribuindo para evitar isso de várias maneiras", completou.

Netanyahu passou a criticar o Irã, citando Kissinger: "O Irã é uma causa e não um país", dizendo que a causa é "o domínio mundial, sob sua marca de militância islâmica". 

"Nós somos o pequeno Satanás e vocês são, sem ofensas, o Satanás de tamanho médio, a América é o grande Satanás, mas eles têm projetos para todos nós", disse aos embaixadores da OTAN.

Netanyahu disse que o Irã quer criar um "império" e "conquistar o Oriente Médio", referindo-se às ambições do regime para expandir sua influência na região, principalmente na Síria, devastada pela guerra. E que a primeira coisa a fazer para impedir isto é parar seus planos para obter uma arma nuclear.

"Como parte dos planos de conquista e colonização da Síria pelo Irã, eles querem levar até 100 mil xiitas para o Irã”, disse Netanyahu.

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Suécia adverte contra o corte da ajuda dos EUA aos palestinos



A Suécia, um grande país doador, que reconheceu a Palestina como um Estado, advertiu que qualquer decisão dos EUA de retirar fundos para a agência da ONU para palestinos seria desestabilizadora para o Oriente Médio. O embaixador sueco na ONU, Olof Skoog, disse ter levado esta preocupação à embaixadora dos EUA, Nikki Haley, após relatórios de que a administração dos EUA reteve US$ 125 milhões em fundos para a Agência de Socorro e Obras das Nações Unidas para Palestinos (UNRWA).

"A minha preocupação é que, quando falamos sobre a estabilidade regional, a retirada de fundos para a UNRWA seria muito negativa, tanto em termos de necessidades humanitárias, de mais de cinco milhões de pessoas, mas também para a região", disse Skoog à jornalistas da ONU.

O embaixador da Suécia disse que não descartou a questão do Conselho de Segurança, que está programado para realizar sua reunião ordinária sobre o conflito Israel-Palestina no dia 25 de janeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou cortar a ajuda dos EUA aos palestinos, dizendo no Twitter que Washington não tem nenhuma apreciação ou respeito pelos palestinos: "Nós pagamos os palestinos com milhões de dólares por ano. Nós não os apreciamos ou respeitamos”, afirmou Trump.

Em Washington, um alto funcionário do Departamento de Estado, afirmou que “ ao contrário do que foi relatado sobre a suspensão do financiamento para a UNRWA, a decisão está sendo apenas revista. Ainda existem deliberações e não perdemos nenhum prazo", disse o funcionário, que afirmou sob condição de anonimato.

A Suécia foi o primeiro país da UE a reconhecer a Palestina como um Estado, em 2014, e está entre os 10 principais doadores da UNRWA, juntamente com a Grã-Bretanha, Alemanha, União Europeia, Arábia Saudita e Estados Unidos.

A UNRWA presta vários serviços, incluindo escolas e clínicas de saúde para 5,3 milhões de refugiados nos territórios palestinos da Jordânia, Líbano e Síria.

"É vingativo para o governo dos EUA privar a ONU do dinheiro que alimenta e educa crianças palestinas, apenas para chantagear a Autoridade Palestina a reatar as negociações de paz, liderada pela administração Trump", disse Roth em um comunicado.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, viajará para o Oriente Médio, com paradas no Egito, Jordânia e em Israel.

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Vítima de ataque na Cisjordânia é identificado como um rabino de 35 anos que deixa mulher e seis filhos.

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A vítima israelense do ataque terrorista da semana passada, no norte da Cisjordânia, foi identificada como o rabino Raziel Shevach. O ataque ocorreu na Rota 60, ao lado do posto avançado do exército, de Havat Gilad.

Shevach ainda conseguiu ligar para sua esposa e disse: "chame uma ambulância! Eu fui baleado”.

As operações de resgate encontraram o carro na estrada, com varias perfurações de bala. O rabino foi levado para o Meir Medical Center, em Kfar Saba, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

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"Estou transmitindo minha profunda tristeza e enviando condolências à família de Raziel Shevach, que foi assassinado por um terrorista repugnante", disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em comunicado. "As forças de segurança farão tudo o que estiver ao seu alcance para pegar esse assassino desprezível. O Estado de Israel o levará à justiça", completou.

Shevach era residente de Havat Gilad, lar de cerca de 50 famílias. A mídia israelense informou que os colonos na

Cisjordânia lançaram pedras sobre veículos palestinos, após o ataque. 

Quatro pessoas ficaram levemente feridas e carros foram danificados.


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Depois que símbolos israelenses foram incendiados, Berlim fará projeto de Lei contra ataques.

O Senado de Berlim votou, uma proposta de lei que visa proibir a queima de bandeiras de Estados estrangeiros. O apelo à alteração do código penal foi iniciado pelo grupo conservador CDU, depois que bandeiras israelenses foram incendiadas, no mês passado, durante protestos pró-palestino na capital alemã.

A proibição será aplicável a símbolos de um Estado, bem como de significância religiosa. Até agora, apenas as bandeiras "oficiais", como as que estão em embaixadas ou edifícios governamentais oficiais, gozam de proteção legal, mas a nova lei amplia a proibição, para incluir também as de configurações não oficiais, por exemplo.

"Os recentes tumultos em Berlim, seguindo os anúncios do presidente dos EUA, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel e pretendendo mover a embaixada, causam uma preocupação considerável", diz a proposta. "Qualquer que seja o motivo, a queima das bandeiras israelenses, da Estrela de Davi ou de outros danos aos símbolos judaicos ou israelenses, especialmente na Alemanha, é inaceitável. Nem em relação ao Estado de Israel, nem em relação a qualquer outro Estado estrangeiro. Atos como estes não serão tolerados”.

O texto também enfatiza: “especialmente considerando a responsabilidade histórica da Alemanha e de Berlim, é preciso deixar claro que o antissemitismo e o ódio contra outros Estados não têm lugar em nossa cidade".

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Manifestantes anti-israelenses em Berlim 

Mais de 2.500 pessoas se reuniram em Berlim e em vários locais, durante o fim de semana, após o anúncio do presidente Donald Trump, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. Em pelo menos duas instâncias, os manifestantes foram fotografados incendiando a bandeira israelense. Em manifestações pró-palestinas, a polícia emitiu uma liminar temporária, proibindo os manifestantes de queimar bandeiras.

"Testemunhar pessoas que queimam bandeiras de outros países é uma experiência bastante nova na Alemanha, portanto, até agora não havia necessidade de agir", observou o membro do CDU, Robbin Juhnke e completou: “ A visão recente das pessoas que zombam dos símbolos dos Estados estrangeiros é intolerável, especialmente quando se trata de odiar Israel. Agradecemos aos cidadãos de Israel que vivem aqui em Berlim". "Nós não toleraremos nenhum tipo de antissemitismo, nem domesticado, nem importado do Oriente Médio. Berlim e a Alemanha têm que ser lugares onde todos podem seguir sua religião livremente, sem prejudicar os demais”.

O Presidente do Conselho Central de Judeus na Alemanha, Josef Schuster, disse que ficou feliz com a iniciativa, enfatizando que atos como a queima da bandeira "não têm nada a ver com o debate político ou a liberdade de expressão. Tal ato revela um profundo desprezo pela respectiva comunidade estadual ou religiosa".

O Bundesrat, a câmara alta do parlamento alemão, que representa os 16 Estados federais, também deve considerar a criação de uma emenda nacional, que proíbe claramente a queima de bandeiras, sugeriu Schuster.

Elio Adler, fundador da WertInititiave, uma voz civil de alemães-judeus, também expressou apoio à iniciativa: "O código por trás da queima de bandeira não é para expressar uma opinião política. A queima ou profanação de símbolos religiosos representa a aniquilação física do outro! Isso não é coberto pela liberdade de expressão! Esperamos sinceramente que todas as partes percebam isso. "


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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
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