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  Edição 539  Diretor/Editor: Osias Wurman Segunda, 23 de Outubro de 2017


 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

aleh al-Arouri (L), Hamas deputy chief, shakes hands with Ali Shamkhani, secretary

HAMAS: IRÃ CONTINUA A APOIAR
NOSSA "RESISTÊNCIA"

O Irã concordou em continuar apoiando a "Palestina e a resistência", disse o vice-presidente do Hamas, Salih al-Arouri. O comentário de Arouri veio depois de várias reuniões em Teerã entre ele e altos funcionários iranianos, incluindo Ali Akbar Velayati, um dos principais assessores do Líder Supremo do Irã, Ayatollah Ali Khamenei. "O principal resultado é a continuação do compromisso da República Islâmica [do Irã] com a Palestina e a resistência na Palestina ... Esperamos que este apoio continue e cresça até que a resistência possa vencer a ocupação", disse Arouri numa entrevista com a televisão Al-Alam do Irã, referindo-se à ala armada do Hamas, as Brigadas Ezzeldin Qassam. O Irã há muito apoiou as Brigadas Qassam, que é composta por cerca de 25 mil membros que lutaram em três guerras com Israel nos últimos dez anos. Segundo Arouri e o chefe do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, o Irã é o maior patrocinador das Brigadas Qassam. Arouri também respondeu às críticas israelenses sobre sua visita a Teerã, dizendo que o Hamas empreende muitas ações e detém múltiplas posições que não agradam a Israel. "Em termos do que os provoca e os irrita [Israel], não tomamos apenas medidas como visitar a República Islâmica, mas lutar contra eles, fazer guerra contra eles, nos preparar para combatê-los, não reconhecer sua legitimidade e não aceitar sua existência nesta terra ", disse ele. Coordenador das atividades governamentais nos territórios, o major-general Yoav Mordechai criticou fortemente Arouri por ter visitado Teerã, argumentando que o líder do Hamas estava "vendendo" Gaza ao Irã. Israel considera o Irã como seu principal adversário no Oriente Médio.

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 Força Aérea dos EUA prepara-se para colocar os bombardeiros nucl

EUA COLOCA BOMBARDEIROS NUCLEARES
EM ALERTA DE 24 HORAS

A Força Aérea dos Estados Unidos está tomando medidas preparatórias para colocar bombardeiros nucleares B-52 em alerta de tempo integral, prontos para cumprir a missão se a ordem vier. "Eu olho para isto não como planejando qualquer evento específico, mas para a realidade da situação global em que nos encontramos", disse o chefe de gabinete da Força Aérea, o general David Goldfein, numa entrevista à Defense One. A ordem para colocar os bombardeiros da Força Aérea com aviso prévio de 24 horas ainda não foi dada, afirmou Golfein. A Força Aérea está apenas se preparando no caso de a situação surgir. "O mundo é um lugar perigoso", disse o general Golfein. "Não é mais um mundo bipolar onde era só nós e a União Soviética". A base da Força Aérea Barksdale, no noroeste de Louisiana, é o lar do Comando Global da Força Aérea, que supervisiona todas as forças nucleares que tem sob seu comando. A base contém nove pistas de pouso B-52 vazias e instalações que podem hospedar mais de cem aviadores. O E-48 Nightwatch e o Mercury E-6B, em breve, preencherão temporariamente as vagas de pouso, quando começarem a passar algum tempo em alerta na base. Se uma guerra nuclear for declarada, ambos os planos servirão como postos de comando voadores do atual secretário de defesa e comandante STRATCOM, respectivamente. "Nosso trabalho", disse o general Goldfein, "são opções".

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LÍDER EXTREMISTA PRESO POR AMEAÇAR
MULHERES JUDIAS

O líder de um grupo extremista anti-convivência árabe-israelense foi preso por ameaçar mulheres judias que mantinham relações com homens árabes. Benzi Gopstein, líder da organização Lehava, foi preso no final do sábado à noite, após um ataque policial em sua casa. O Tribunal de Magistrados de Jerusalém, no domingo, o sentenciou à prisão domiciliar. Quatorze outros membros do Lehava também foram detidos para questionamento, de acordo com relatórios. A maioria foi liberada pouco depois. Lehava apela à separação de judeus e árabes; Ele se opõe ao intercâmbio e à interação, bem como às iniciativas conjuntas entre judeus e árabes. "Quinze suspeitos, conhecidos da polícia como ativos na organização Lehava, foram presos ou detidos para questionamento, durante a noite, como parte de uma investigação policial, sob suspeita de que eles atuaram para localizar e ameaçar os membros das minorias árabes com conexões com jovens judias", disse a polícia em um comunicado, no domingo."Eles me acusaram de dizer a uma garota que" se ela continuar a sair com árabes, coisas ruins acontecerão com ela", disse Gopstein antes da audiência de domingo, informou Ynet. "Eu não disse isso, embora seja verdade, porque se ela continuar a sair com árabes, coisas ruins acontecerão com ela.

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NITEROI APROVA IRMANDADE COM CIDADE
DE JERUSALÉM

A Câmara Municipal de Niterói aprovou projeto dos vereadores Bruno Lessa (PSDB) e Leandro Portugal (PV) no sentido de tornar a cidade fluminense de Niterói, cidade irmã de Jerusalém. Nas fotos, os vereadores proponentes, o Consul Honorário de Israel no Rio, Osias Wurman, Herry Rozemberg, Presidente da FIERJ e Claudio Goldenberg, vice-presidente da FIERJ. A comunidade judaica niteroiense prestigiou o evento na sala da presidência da Câmara.

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COLÉGIO ANDREWS DO RIO DEMITE
PROFESSOR ANTISSEMITA

O colégio Andrews é um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Está com a família Flexa Ribeiro, há 100 anos, desde a sua fundação. Mas o inacreditável aconteceu. Um professor de geografia do oitavo ano — a antiga sétima série, e isso quer dizer que estamos falando de alunos de 13 anos — aplicou uma prova em que se podia ler esta a questão acima. Pedro Flexa Ribeiro, diretor-geral do Andrews, informa que o professor foi demitido sumariamente. Pedro Flexa Ribeiro é inequívoco: “Trata-se de um episódio lamentável! A gente não se reconhece nisso. É indefensável, insustentável! A questão, de saída, foi anulada, e estamos estudando a possibilidade de anular toda a prova”. No site da escola há um pedido formal de desculpas. É assim que se faz! Escola não é partido político. Escola não é grupo de militância. Escola não é lugar para proselitismo ideológico. Escola não é seita.

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Osias Wurman
Jornalista

1º FestRio Judaico foi um sucesso!! 

Milhares de pessoas participaram no domingo, 22/10, do 1º Fest Rio Judaico, uma iniciativa da FIERJ e um presente da comunidade judaica para todos os cariocas. Teve música, dança, gastronomia e muito mais. O prefeito Marcelo Crivella e sua esposa Sylvia Jane Crivella visitaram o evento e louvaram a iniciativa da Federação Israelita do Rio: “A presença de muitos não-judeus aqui é uma demonstração da tolerância que deve haver entre todas as religiões”, afirmou o prefeito.

Também estiveram presentes o cônsul honorário de Israel no Rio Osias Wurman e Suzana Wurman, os vereadores Marcelo Arar e Teresa Bergher, diversas autoridades municipais e representantes de outras religiões. "Quisemos mostrar a todo o povo do Rio a riqueza de nossa cultura e das nossas tradições. Agradeço a todos os que participaram da organização, saímos de lá com o sentimento de missão cumprida", diz o presidente da FIERJ Herry Rosenberg.





 

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Médico israelense é eleito chefe da World Medical Association

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Leonid Eidelman

O professor Leonid Eidelman foi eleito presidente da World Medical Association (WMA), que representa as associações médicas internacionais, com mais de nove milhões de membros em todo o mundo.

Eidelman recebeu mais de dois terços dos votos contra o Dr. Heikki Palve, da Finlândia. A eleição foi realizada durante o encontro anual dos membros da WMA, em Chicago.

O professor é especialista em CTI e anestesia, além de ser o responsável pelo departamento de anestesiologia do Rabin Medical Center-Beilinson Campus, em Petah Tikva. 

“Israel está freqüentemente sob ataque internacional, incluindo ameaças repetidas para expulsar suas organizações médicas de organismos internacionais, incluindo a WMA”, disse Eidelman e completou: "É muito importante que um médico israelense seja escolhido para esta posição, pois acaba tendo prestigio e influência nas decisões mais importantes sobre as regras de conduta dos médicos, a ética e muito mais".

Desde que foi fundada em 1947, o objetivo central da WMA foi estabelecer e promover os mais altos padrões possíveis de comportamento e cuidados éticos dos médicos, bem como lutar pelos direitos humanos. 

A organização também tem o compromisso de agir para a prevenção de todas as formas de tortura, incluindo a alimentação forçada de prisioneiros e os maus-tratos. A WMA atua para promover uma rede global de cursos de educação médica contínua.

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Mais de 120 religiosos protestam contra o serviço militar israelense


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Pelo menos 120 manifestantes foram presos em Israel, enquanto milhares de judeus ultra-ortodoxos bloquearam ruas no centro de Jerusalém, para protestar contra o exercito israelense. Várias manifestações foram estimuladas, devido às prisões de jovens ultra-ortodoxos acusados ??de não ingressarem no serviço militar.

Thomas COEX (AFP)

Na semana passada, pessoas que usavam trajes e chapéus pretos tradicionais partiram para as ruas de Jerusalém, bloqueando estradas e outros pontos da cidade. Manifestantes dançavam e cantavam pelas ruas: "À prisão é por causa do crime de se estudar a Toráh", gritava um dos participantes.

"O estado quer silenciar todos os judeus que querem estudar a Toráh", disse um outro homem. "Nos últimos anos eles estão observando a população (ultra-ortodoxa) crescendo, então querem nos obrigar a alistar no exército".

Thomas COEX (AFP)

"As unidades policiais se mobilizaram em diferentes áreas de Jerusalém para responder às manifestações ilegais de ultra-religiosos de direita", afirmou a polícia em comunicado. "Foram presos 20 suspeitos de bloquear estradas e causar distúrbios".

A lei israelense exige que os homens sirvam dois anos e oito meses no exército, com a idade de 18 anos, enquanto as mulheres devem servir apenas dois. Os homens ultra-ortodoxos estão isentos do serviço militar se estiverem envolvidos em estudos religiosos. Aqueles que não estiverem, devem se alistar e caso não façam podem ser presos.

Em setembro, uma decisão da Suprema Corte de Israel derrubou a lei que os isentava. No entanto, o tribunal suspendeu a decisão para permitir a preparação de um novo acordo, o que também confere ao governo tempo para aprovar uma nova lei.

Os partidos ultra-ortodoxos são uma parte fundamental da coalizão governamental do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e muitas vezes agiram como governadores na política israelense. Eles são contra servir ao exercito por várias razões, entre elas o não reconhecimento do Estado de Israel, acreditando que um estado judaico não é permitido antes da vinda do Messias.

Outros argumentam que o estudo nos seminários é tão importante para Israel como o serviço militar ou que os soldados ultra-ortodoxos seriam confrontados com linguagem maliciosa e outros comportamentos anti-religiosos.

 

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Pare de me perguntar por que me converti

Uma semana depois que eu sair da mikveh (banho ritual) como um membro voluntário aos 18 anos, eu parti em uma viagem no Taglit como uma verdadeira judia americana. Apesar da falta de uma educação judaica, senti-me imersa na experiência completa do Taglit - rezando no Muro, bebendo dois cafés gelados do Aromas por dia e beijando mezuzot de um kibutz. Quando a viagem terminou, Josh (meu namorado) e eu decidimos continuar nosso romance da Terra Santa nos Estados Unidos. Ele me trouxe para casa para conhecer seus pais, algumas semanas depois.

Quando entramos na casa, sua mãe cumprimentou-me e nos ofereceu cadeiras na mesa da cozinha. Assim que me sentei ela disse: "Então, você se converteu? Porque você fez isso?"

Eu sei que a mãe de Josh era genuinamente curiosa, mas senti-me envergonhada e insegura do que dizer. Se eu não respondesse corretamente ela poderia questionar minha intenção de se converter. Se eu falasse demais sobre Deus, ela poderia questionar como eu sou tão religiosa. Se minha resposta fosse muito casual, ela poderia perguntar se eu estava falando sério sobre a religião adotada.

Ela não foi a primeira pessoa a me perguntar por que eu me converti. Eu respondi a mesma pergunta a varias pessoas aleatórias no Hillel, mulheres nas sinagogas durante o kiddush, colegas curiosos que, assim que perceberam que eu escolhi ser judia, sempre quiseram saber o porquê.

Eu terminei minha conversão no final do primeiro ano da faculdade, então sou uma "judia jovem". Muitas pessoas ficam surpresas ao saber que não me converti por causa de meus futuros sogros.

Mas, independentemente de suas intenções, eu imploro que você pare de me perguntar ou a outros judeus por escolha, porque nos convertemos. Escolher uma religião e se juntar a um povo, não deve ser um tópico para uma conversa casual. É incrivelmente pessoal e, como a maioria das grandes decisões na vida é muito complexa.

Eu não sei explicar por que abandonei minha educação religiosa e minhas tradições familiares. Minha decisão de buscar a conversão não era uma escolha consciente. Foi uma afirmação de crenças que já realizei e um processo que permitiria me juntar à comunidade que me mostrou a melhor versão de mim mesma. Quando você me pergunta por que eu me converti, você também está ignorando a tradição e a lei judaica.  O Talmud especificamente, nos diz para não lembrar a conversão de seu passado, pois isso é considerado uma forma de opressão verbal.

Pergunte-me o que eu cozinhei para os feriados. Pergunte-me para onde eu vou no Shabat. Pergunte-me quem é meu personagem favorito na Broad City . 

Mas, a menos que você esteja disposto a se aprofundar em uma conversa casual sobre sua própria jornada religiosa, pare de perguntar aos convertidos por que eles escolheram se tornar judeus.

Abby Seitz é jornalista freelancer em Chicago.

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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

O SUCESSO DOS SERIADOS ISRAELENSES

TEL AVIV – Os seriados e shows israelenses estão em alta, no mundo. Em 2016, as vendas de produções israelenses alcançaram US$ 270 milhões – valor que deve ser batido em 2017. Os exemplos são muitos. Acaba de ganhar versão americana, por exemplo, o seriado “Ha-Shoter Ha-Tov” (O Bom Policial), no original com o super-talentoso ator e comediante Yuval Semo. Vai se chamar “The Good Cop”, que terá Tony Danza no papel principal de um policial esquisitão que nunca segue as regras.


O original Ha-Shoter Ha-Tov, com Yuval Semo (na frente à esquerda) - Reprodução

A Netflix também encomendou duas novas séries dos criadores do sucesso “Fauda” (Caos, em árabe), um dos thrillers mais elogiados do canal, disponível para os assinantes do Netflix do Brasil. O show é sobre o conflito entre israelenses e palestinos, mas sem maniqueísmos triviais. As novas sérias encomendadas são sobre o Mossad e a CIA e outra chamada “Hit and Run”.


"Fauda", um sucesso do Netflix - Reprodução

Também pela Netflix estreia ainda este ano “The Greenhouse”, versão do original israelense “Ha-Chamamá” (“A Estufa”, mas nesse caso, a tradução melhor seria “A Incubadora”), uma série dramática infanto-juvenil que já foi dublada em inglês para passar na Inglaterra.

Tudo começou há uma década, depois do sucesso do seriado dramático “Be-Tipul”, sobre o dia a dia de um terapeuta tratando clientes complicados. Se transformou, em 2008, no americano “In treatment”, com Gabriel Byrne fazendo o papel que foi originalmente do incrível e problemático Assi Dayan. Também teve versão brasileira, a “Sessão de Terapia”, e a argentina, “En Terapia”.


O elenco original de Be-Tipul (que deu origem ao brasileiro Sessão de Terapia) - Reprodução

Depois, foi a vez da comédia “Ramzor”, que se transformou no seriado cômico “Traffic Light”, sobre três amigos, um casado, um namorando e um solteiro. E, claro, “Homeland”, com Claire Danes, que ganhou vários prêmios, se baseia no original israelense “Hatufim” (“Sequestrados”), sobre a volta para casa de soldados israelenses que estavam no cativeiro na Síria.

Ah, tem também a premiada série “Pilpelim Tzehubim” (“Pimentões Amarelos”), a história de uma família que mora no deserto e tem que lidar com o filho autista. Ela se transformou em “The A Word”, com produção da BBC e passado num subúrbio britânico.

E “Baby boom”, reality show americano baseado no original homônimo israelense que mostra o nascimento de bebês em maternidades. Câmeras são colocadas nos quartos e documentam os momentos de alegria, tristeza, nervosismo e superação de mães, pais, médicos e enfermeiras. Outros reality e game shows israelenses também foram vendidos para TVs do mundo todo.


O reality show Baby Boom - sobre nascimentos de bebês numa maternidade - Reprodução

Outra prova recente do sucesso de produções israelenses é a peça “Band’s Visit” (A Visida da Banda), que estreou na Broadway em novembro, com Tony Shalhoub, baseada no filme homônimo israelense ("Bikur Ha-Tizmoret", com a saudosa Ronit Elkabetz) de 2007.

Nem preciso citar também o sucesso de alguns atores, como Gal Gadot (a Mulher Maravilha), Yael Grobglas (a Petra de “Jane the Virgin”), Ayelet Zurer (que fez “Anjos e Demônios” com Tom Hanks), Mili Avital, Noa Tishbi... Ou atores como Alon Abutbul, Lior Ashkenazy e Oded Fehr.

Não tenho como fazer uma comparação com o sucesso de outros países nesse campo. Pode ser que produções da Índia e da Dinamarca também sejam sucesso nos EUA, na Inglaterra e além. Mas, certamente, desde “Be-Tipul” (2006), o que, para os israelenses parecia estar distante – o mercado mundial de produções e shows –, agora parece estar com as portas abertas.

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Guarda Revolucionária do Irã faz juramento para acelerar o programa de mísseis e chama Trump de "imbecil"




Imagem fornecida pelo site oficial da República do Irã mostra que os Guardas Revolucionários
iranianos lançaram um míssil, a partir de um local não revelado no oeste do Irã, em direção
às bases do Estado islâmico na Síria.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) prometeu avançar com o seu programa de desenvolvimento de mísseis, uma vez que os Estados Unidos sinalizam sua vontade de reduzir o desenvolvimento de foguetes de longo alcance de Teerã.

"Esta organização civil está mais decisiva e poderosa do que nunca. Ela continuará a luta constante contra o regime opressivo do sionismo [Israel] e não hesitará, por um momento, em defender a Revolução Islâmica e os interesses nacionais do país”, declarou o grupo em comunicado.
 
Na semana passada, Trump disse que estava declarando o IRGC inteiro “um aparelho militar e econômico extenso, diretamente responsável pelo Supremo Líder do Irã, além de serem uma organização terrorista e que os EUA iriam impor sanções”.

"A posição agressiva deste presidente desonesto e imbecil dos Estados Unidos, que insulta os iranianos e aplica novas sanções contra o IRGC, mostra a derrota das políticas malignas da Casa Branca e do regime sionista para mudar o mapa da região e enfraquecer os países islâmicos, que por sua vez os enfureceram ", afirmou em comunicado o grupo.

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Trump já mencionou o programa de mísseis do Irã várias vezes,  destacando “o total silêncio sobre os programas de mísseis iranianos e o acordo nuclear como uma falha notável”. Ele também prometeu "abordar a proliferação de mísseis e armas do regime que ameaça seus vizinhos, o comércio global e liberdade de navegação".

Durante a Assembléia Geral das Nações Unidas, em setembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, também apoiou um “acordo nuclear ou uma nova rodada de negociações para controlar melhor a atividade de mísseis no Irã.”

No início desta semana, o secretário de Estado americano Rex Tillerson, afirmou que os EUA estavam considerando uma tentativa de forjar um "acordo secundário" sobre mísseis e o papel do Irã no Oriente Médio, que complementaria o acordo nuclear já existente.


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UE procura compensação de Israel por demolições na Cisjordânia

 

Oito países europeus estão buscando compensação de Israel, devido às demolições de instalações para comunidades beduínas na Cisjordânia. Uma carta assinada por representantes da Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Espanha e Suécia será enviada ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel dentro de alguns dias, informou o jornal Le Monde.

Os países querem cerca de US$ 35.000 para compensar o confisco, pelos israelenses, de painéis solares que foram fornecidos às comunidades beduínas e a demolição de estruturas móveis que foram financiadas pela UE com o objetivo de atuar como salas de aula.

Em uma reunião, em setembro, o enviado da Bélgica a Tel Aviv, Olivier Belle, advertiu que seu país buscaria compensações financeiras se Israel não devolvessem os equipamentos, segundo informou o jornal Haaretz.

Outros países se uniram à Bélgica para escrever a carta conjunta.

“A ajuda da UE é frequentemente utilizada para financiar projetos para comunidades da Cisjordânia, controlada por Israel e que restringe fortemente a construção de casas por palestinos”, disseram os grupos de direitos humanos. As instalações financiadas pela Europa, que são erguidas em tais comunidades, são removidas pois não possuem as permissões exigidas por Israel.


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Líder do partido Meretz anuncia sua demissão do parlamento



A israelense Zehava Galon, do Meretz, anunciou que está renunciando ao parlamento, mas continuará sendo presidente do partido de esquerda. Em carta ao líder do Knesset, Yuli Edelstein, Galon disse que “estava renunciando para que pudesse se concentrar em liderar o partido e aumentar sua influência em Israel”.

Galon serviu durante muitos anos na oposição do parlamento, mas nunca atuou como membro do governo, embora ela seja vista como uma figura influente na política e na sociedade israelense.

Em carta aos membros do partido, Gal-On escreveu: "O Meretz não pode existir como um grupo fechado que ignora você, seus eleitores e bloqueia a possibilidade de forças adicionais, que participam da nossa luta de injetar sangue novo à política de esquerda.  Eu adoro o Knesset, mas eu amo mais o Meretz e sei que se não desenvolver um trabalho melhor não teremos o Meretz. A esquerda tem um público grande. Para ter este potencial, o Meretz deve mudar. Estou convencida de que minha renúncia do Knesset me permitirá, como presidente do partido, concentrar-me em promover e transformar o Meretz em uma casa grande, incluindo todos aqueles que acreditam em nossos valores."

Galon concluiu sua declaração: "Estou orgulhosa das conquistas que tive nos 16 anos que representei a luta pela igualdade e justiça. Para as mulheres, pelas comunidades gay, pelos direitos dos palestinos em Israel e nos territórios, contra a corrupção econômica e a centralização da economia para fechar lacunas na sociedade, direitos humanos e governos de direita, determinados a eliminar características democráticas em Israel ".

O Meretz deve realizar eleições em 26 de outubro. No final de dezembro, espera-se que Galon apresente uma proposta para que o comitê altere o sistema eleitoral para as primárias abertas no partido, o que permitirá que todos os adeptos do Meretz decidam quem será o presidente do partido e quem irá se candidatar ao Knesset.

 

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Israel expande área de pesca ao longo da costa de Gaza

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Autoridades de segurança israelenses vão ampliar a zona de pesca ao longo da costa de Gaza, informou as Forças de Defesa de Israel. A partir desta semana, a área será expandida de seis milhas náuticas para nove milhas náuticas. A zona de pesca estará aberta até dezembro, durante os três meses da temporada de pesca.

De acordo com a imprensa, a região de pesca só será aplicada na parte sul de Gaza.
O porta-voz da IDF informou que uma expansão, implementada a seis meses, aumentou a receita dos pescadores de Gaza em meio milhão de shekels (US$ 175.000).

Em maio, foi divulgado que depois que o exército israelense implementou a expansão da zona de pesca, cerca de 800 quilos foram exportados para fora de Gaza e para a Cisjordânia. O tamanho da área variou ao longo dos anos, sendo estabelecida em 20 milhas náuticas pelos acordos de Oslo, na década de 90, antes de ser reduzido pelas autoridades israelenses.

Israel e militantes palestinos em Gaza travaram três guerras, desde 2008, e a faixa está sob um bloqueio israelense, há10 anos.

Autoridades da ONU pediram o cancelamento do bloqueio, citando a deterioração das condições humanitárias, mas Israel alega que esta medida é para dificultar as ações do Hamas no contrabando de armas, por exemplo.

 

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Rabino de Atlanta lamenta o sermão de Rosh Hashaná, quando lançou a esquerda americana como inimiga dos judeus.

O rabino de uma sinagoga de Atlanta pediu desculpas por suas palavras durante a prédica de Rosh Hashaná, após membros da congregação terem divulgado que ele estava “ lançando a esquerda americana como inimiga dos judeus”.

"A grande ameaça que enfrentamos como americanos e como judeus não vem do alt-right, mas do alt-left". Alguns são criminosos violentos, outros usam ternos e gravatas, calças jeans e t-shirts. Suas táticas são diferentes, mas seus objetivos são os mesmos", afirmou o rabino.

Lewis afirmou ainda que a Marcha das Mulheres e o movimento dos direitos LGBTQ são os representantes das traições da esquerda dos judeus, pois cada movimento inclui ativistas estridentes para os direitos dos palestinos:  "Como americanos e como judeus, devemos escolher um lado", disse o líder espiritual de 68 anos. "E, embora seja uma escolha fácil, é ao mesmo tempo confuso, pois a esquerda reivindica o alto nível moral, envolto no que eles definem como tolerância, igualdade, sensibilidade e decência, quando na verdade sua agenda é intolerante, desigual, insensível e indecente".

Em entrevista ao site JTA, Lewis disse que se arrependeu de não deixar claro que ele estava se referindo à esquerda radical e não à toda a esquerda: "Se eu pudesse falar tudo de novo, eu colocaria adjetivos melhores para descrever a palavra – esquerda. Essa é a minha teshuvá”, disse o rabino, usando a palavra “arrependimento”, embora existissem muitas pessoas que entenderam claramente quem era o alvo. Lewis disse ainda que os adjetivos que ele deveria ter usado eram as palavras: “radical "e" extremista ".

Ele descreveu-se como um liberal que acredita em direitos para a comunidade LGBTQ, mulheres e negros, mas que ficou consternado com a infiltração de radicais em movimentos que defendiam esses grupos: "Afirmei que os bons democratas têm que recuperar o Partido Democrata. Eles devem ser o centro”, disse o rabino que já se declarou não ser fã do presidente Donald Trump.

Na entrevista da JTA, o rabino disse que não havia comparação da ameaça do direito radical à esquerda radical: "A ameaça da extrema direita em relação ao antissemitismo, que é real, certamente não é tão significativa e não é uma grande ameaça, que vejo nutrida pela esquerda, filtrada através da lente de Israel", disse.

Lewis enviou aos congregados uma carta de desculpas pelas palavras e leu durante os serviços de Yom Kippur:

"Eu machuquei vocês com minhas palavras. Eu realmente sinto muito. De jeito nenhum a minha intenção era que pessoas achassem que eu estava degradando seus valores ou crenças. Eu percebo uma ameaça aos nossos valores, mas não vejo ninguém em nossa congregação como uma culpa moral. Estou abalado pelo o que as pessoas que tanto admiro, tenham sofrido nos últimos dias por causa do meu sermão ".

Em 2014, Lewis também foi alvo de criticas com outro discurso em Rosh Hashaná, quando foi acusado de desumanizar os muçulmanos. Nesse caso, ele descreveu em termos claros que os milhões de muçulmanos eram radicais: "O inimigo tem olhos, ouvidos, dedos nas mãos e nos pés. Falam com os lábios. Tem o rosto de um ser humano - mas coração e alma muito diferentes", disse o rabino, criticando o que ele chamou de "silêncio dos 950 milhões de muçulmanos restantes”.

O sermão ganhou aplausos de pé dos 2.000 congregados na sinagoga. Na época, Lewis disse ao Atlanta Jewish Times que os críticos eram "desonestos": "Estou orgulhoso das minhas palavras e não mudaria nada", disse Lewis na época. "É honesto e precisava ser dito ".

 

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Húngaro que ajudou os judeus a fugir do Holocausto é homenageado em Budapeste



Szabolcs Szit, diretor do Centro Memorial do Holocausto, coloca uma coroa de flores
em uma placa dedicada a Emil Wiesmeyer, que ajudou a salvar a vida de milhares de judeus
durante a Segunda Guerra Mundial

Um húngaro que ajudou os judeus a fugir dos nazistas durante o Holocausto foi homenageado com uma placa em Budapeste.

A empresa de Emil Wiesmeyer imprimiu 4.000 passaportes em branco para ajudar o embaixador sueco, Raoul Wallenberg, a salvar os judeus da deportação para os campos de extermínio nazistas. Ele imprimiu mais 20 mil para ajudar os judeus húngaros.

Gabor Wiesmeyer, filho de Emil estava na  cerimônia de inauguração, liderada por Szabolcs Szita, diretor do Centro Memorial do Holocausto e pelo embaixador da Suécia, Niclas Trouve.


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Oficiais mostram "milagres" em meio as cinzas de campo de verão judaico no norte da Califórnia


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Administradores de um campo de verão judaico, destruído por um incêndio no norte da Califórnia, foram até o local pela primeira vez e encontraram “ milagres” em meio à devastação.

Embora a maioria dos prédios de Camp Newman estivessem perdidos, devido aos incêndios da área de North Bay, os funcionários do campo disseram que um portão da entrada e livros de oração sobreviveram às chamas, juntamente com uma icônica estrela de David.

O diretor executivo do campo, Ruben Arquilevich, e outros funcionários visitaram os locais e ficaram chocados com a cena.

Arquilevich disse em entrevista: "a estrada para o campo era um cenário com céu azul, grandes árvores, uma extensa grama verde e um bairro com várias casas, mas enquanto andávamos só podíamos ver casas incendiadas. O que antes tinha cor, agora estava preto e branco. Isso nos assombrou”. Chegando perto do acampamento podia se observar intacto o portão gigante com a inscrição: "Que você seja abençoado enquanto segue o seu caminho”. Os administradores ficaram ainda mais aliviados quando descobriram que uma Torá, criada pela ex-artista do campo, Helen Burkenão, não tinha sido destruída.

Pelo menos 41 pessoas morreram como resultado de 15 incêndios florestais em toda a Califórnia. Mais de 217 mil hectares e 5.700 estruturas foram destruídas.

O grupo fez a caminhada de 15 minutos até uma grande estrela de David. Chegando perto eles gritaram: "Eu adoro ser judeu!" O símbolo feito em madeira "estava perfeito", disse Arquilevich.


A Bimah de um anfiteatro estava danificada e todos os galpões próximos foram carbonizados - "exceto o galpão que guardava os textos sagrados, livros de oração e os tallitot", disse Arquilevich.

"Todos nós choramos, porque tudo estava seguro. Esse foi apenas mais um milagre e um dos mais emocionantes e nos mostrou que o Camp Newman continuará. "

O rabino Rick Jacobs, presidente da União para o Judaísmo Reformista, que detém e dirige o acampamento, a leste de Santa Rosa, se juntou a Arquilevich no passeio pelo local. Ele afirmou que vão manter o acampamento funcionando, em 2018.

Cerca de 1.400 crianças freqüentam o Camp Newman a cada verão, e de 40 a 50 funcionários vêm de Israel para trabalhar como voluntários.

"Vamos acampar neste verão", disse Jacobs. "Não posso dizer exatamente onde nem como, mas vamos".

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Como uma Bíblia Hebraica do século XV sobreviveu à Inquisição?


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No alto de uma montanha, a Universidade de Coimbra tem torres majestosas e fica sobre a praça do centro da cidade que costumava ser a sede regional da Inquisição portuguesa. É uma localização apropriada para a universidade de 737 anos, a sétima mais velha do mundo, que superou e ultrapassou a campanha de perseguição contra judeus e freethinkers desencadeadas pela Igreja Católica e os governantes de Portugal, em 1536.

"Este lugar era literalmente uma torre de conhecimento durante os tempos obscuros", afirmou António Eugénio Maia do Amaral, assistente do diretor da biblioteca de 500 anos da universidade, que possui uma coleção de manuscritos judaicos raros. Um destes manuscritos é a Bíblia Hebraica Abravanel.

Classificado pela universidade como seu artefato mais raro, a Bíblia manuscrita do século XV, está perfeitamente preservada. O livro tem muitos desenhos em pergaminhos que parecem ter sido criados recentemente.

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A Abravanels é uma distinguida e rica família sefardita, com descendentes na Espanha e Portugal. Eles fugiram para Amsterdã durante a Inquisição e encomendaram 20 livros na época. O volume de Coimbra está entre os melhores preservados.

O livro vale cerca de US$ 3 milhões, de acordo com a Biblioteca Joanine da universidade, que em 2013 foi reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO. A bíblia é mantida juntamente com centenas de outros manuscritos preciosos - dentro de um enorme cofre com controle especial de clima e instalações de desinfecção aérea.

O cofre é aberto apenas para estudiosos. No ano passado, Amaral levou jornalistas do JTA para ver o livro. Houve um breve momento de confusão quando o empregado disse que não estava conseguindo localiza-lo no sistema de índice, mas Amaral que trabalha na biblioteca, há mais de 20 anos, disse com calma que ele deveria "olhar no cofre".

Amaral pode ter sido descontraído, mas ele não é nada cavalheiro. Ele percorreu os labirintos – onde são necessários dois cartões com chaves digitais para acesso e teve o cuidado de não respirar diretamente nos livros, para não introduzir a umidade.

O que torna a Bíblia Abravanel tão rara, no entanto, não é apenas a sua idade - é a condição perfeita. Alguns livros eram contrabandeado por judeus que colocavam suas vidas em risco, como exemplo: Uma cópia do ano de 1282 da Mishneh Torah, o código da lei religiosa judaica, escrito por Rabi Moshe ben Maimon- ou Maimônides, que é  mantido na biblioteca de 400 anos da Sinagoga portuguesa em Amsterdã, fundada por refugiados da Inquisição.

O segundo exemplar mais raro na biblioteca de Coimbra é outra bíblia que data do século XV. O volume do idioma latino era um dos primeiros livros impressos do mundo, preparado pelos parceiros de Johannes Gutenberg -  o inventor da máquina de impressão. 

Diferenças de linguagem de lado, o livro impresso parece semelhante ao manuscrito. Ambos têm ilustrações e margens desenhadas à mão que os escritores costumavam manter em seus textos antes da invenção da impressão: “Não é por acaso”, disse Amaral."As margens e os desenhos foram adicionados à cópia impressa para fazer parecer que foi escrita à mão", disse.

Este retrocesso foi parcialmente feito por razões estéticas - os leitores costumavam vê-los e em parte como uma "precaução", disse Amaral, “porque alguns fanáticos cristãos consideravam que as máquinas impressas seriam obras do diabo".

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O Pátio da Inquisição em Coimbra (Cnaan Liphshiz)

Milhares de pessoas foram assassinados durante as Inquisições portuguesas que seguiram a Inquisição espanhola de 1492. Pelo menos, 200 mil judeus fugiram da Península Ibérica para a Holanda, América do Sul e Oriente Médio durante o período, que durou quase três séculos. Milhares ficaram e praticaram o judaísmo em segredo por gerações.

Os arquivos da biblioteca também contêm registros raros e arrepiantes que revelam a burocracia por trás da barbaridade da Inquisição. Por exemplo: Os textos que descrevem um julgamento de 1729 contra Manuel Benosh, um judeu português, indicaram que ele foi "liberado" pela Inquisição às autoridades civis com uma instrução de que ele fosse "punido em carne" - um eufemismo para “morrer queimado” .

Fiel à sua tradição de desafio, a biblioteca também foi uma das poucas instituições a se recusar abertamente a cumprir as políticas de censura do regime de António de Oliveira Salazar, ditador pró-fascista até 1968.

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É islamofóbia se opor à uma mesquita construída do seu lado? Judeus de Londres debatem a questão

Um plano para abrir uma mesquita em uma área predominantemente judaica de Londres está dividindo os judeus britânicos, alguns chamando a questão de "preocupante" e outros acusando seus oponentes de racismo.

O centro islâmico está programado para abrir no próximo mês no Hipódromo, uma antiga sala de concertos no coração do bairro norte de Londres - Golders Green. A área é o lar de milhares de famílias judias de todas as denominações e onde há sinagogas, escolas judaicas, lojas kosher, restaurantes e até hotéis para judeus religiosos.

Esta semana, mais de 5.600 pessoas assinaram uma petição on - line pedindo aos funcionários municipais que investigassem possíveis infrações de lei pelo centro, que recebeu todas as permissões necessárias, após a compra do prédio por uma instituição de caridade islâmica. A petição não menciona a dimensão religiosa, mas cita as "interrupções do trânsito,  aumento na procura por estacionamento e poluição do ar.”

Porém, abaixo da superfície a mesquita planejada desencadeou uma “guerra” entre aqueles que aceitam o novo centro, com capacidade de 3.000 visitantes e aqueles que o temem. Alguns opositores preocupam-se de que a mesquita possa levar a um “embate” entre judeus britânicos e membros da minoria muçulmana - que pesquisas sugeriram ser um dos segmentos mais antissemitas da sociedade britânica.

"Há uma grande preocupação com essa questão de antissemitismo", disse Jonathan Hoffman, ex-vice-presidente da Federação Sionista da Grã-Bretanha. 
 
Hoffman afirmou ainda que seus comentários não significam que ele se opõe pessoalmente ao novo centro, mas ele entende ambos os lados do debate. Pesquisas realizadas mostram uma prevalência muito maior de sentimentos antissemitas entre os muçulmanos em comparação com a população em geral. (Uma pesquisa de setembro sugeriu que os muçulmanos eram duas vezes mais prováveis defensores de opiniões antissemitas do que os não-muçulmanos).

A comunidade judaica da Grã-Bretanha relatou que, dos 1.309 incidentes registrados em 2016, linguagem ou imagens relacionadas ao islamismo ou a muçulmanos foram observadas em 27 incidentes em comparação com 39, em 2015.

No entanto, judeus estão opondo-se a um centro islâmico em Golders Green - um lugar que muitos locais consideram um refúgio seguro pelo aumento do antissemitismo em outros lugares da Grã-Bretanha.  

Na verdade, para alguns judeus britânicos, tais preocupações são apenas um véu fino para esconder o racismo anti-muçulmano. Os medos em torno do novo centro "são sem fundamento", escreveu Stephen Pollard, editor da Jewish Chronicle of London em um artigo intitulado: Shame on the Hippodrome protestors. “ A verdadeira história aqui é o fanatismo. Preocupações com o centro é puro fanatismo. Temos que ter a ideia de que qualquer muçulmano é por definição nosso inimigo", escreveu ele.

Hoffman rejeita a afirmação de Pollard: "Não há dados sobre a razão pela qual as pessoas estão infelizes com a mesquita, então para Pollard dizer isso é uma hipótese vergonhosa", disse Hoffman.

Membros da comunidade judaica que pesquisaram a instituição de caridade muçulmana - uma congregação xiita e iraniana chamada Hussainiat Al-Rasool Al-Adham - não encontraram vínculos com o regime iraniano ou incitamento extremista, segundo informações de um especialista islâmico: "Se isso é alguma coisa, saibam que este é um grupo pró-judeu", disse a fonte que falou anonimamente.

"No entanto, os judeus em Golders Green terão que se acostumar com o desconhecido”, disse o especialista. Isso inclui a marcha anual de Ashura, quando alguns homens chicoteiam suas próprias costas e peitos até sangrarem para lamentar a morte do fundador e lider chiíta do Islã, no século VII.

"Isto e as mulheres de burkas podem ser alarmantes para as pessoas em Golders Green, mesmo que não representem riscos", disse ele.

Geoffrey Alderman, historiador e ex-membro do Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos, conduziu seus próprios inquéritos. Eles também o levaram a acreditar que o grupo "não deveria ser uma preocupação do ponto de vista judaico", disse ele à JTA.

Alderman, que vive no subúrbio vizinho de Hendon, disse “que estaria preocupado, se abrissem  uma mesquita no seu bairro, mas assim como a comunidade judaica de Londres tem o direito de comprar imóveis e transformá-los em locais de culto outros grupos religiosos também tem”,  acrescentou Alderman, que não se opõe ao novo centro.

Hoffman afirmou ainda que as preocupações com a mesquita de Golders Green refletem a apreensão sobre mudanças mais amplas na sociedade britânica. Assimilação, imigração interna e emigração significam que a minoria judaica cresceu a uma taxa  de 1,3 % por década,  muito menor que a dos muçulmanos britânicos. (A população muçulmana cresceu de 1,55 milhões, em 2001, para 2,77 milhões uma década depois, de acordo com o Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha).

"A sociedade está mudando e muitas sinagogas não estão mais em uso, [ou] são alteradas para um uso diferente. Há emigração, especialmente por judeus ", disse ele. 

"A população muçulmana está crescendo e eles precisarão de mais mesquitas. Mas construir uma tão grande nessa área particular é muito controversa ".

Marie Van Der Zyl, vice-presidente do Conselho de Deputados, afirmou que sua organização estava "encorajada" em conversar com líderes do novo centro islâmico "sobre seu compromisso de se opor ao antissemitismo e ao extremismo".

“Embora existam preocupações legítimas em torno do planejamento, o conselho lamenta os comentários desinformados e prejudicados, inclusive de um pequeno número de membros de nossa própria comunidade", segundo comunicado.

Ambrosine Yolanda Shitrit, líder da oposição ao centro muçulmano e ativista de Golders Green, escreveu esta semana no Facebook que está "preocupada com a segurança de sua filha em Golders Green. Eu não sinto como minha comunidade pode manter minha família segura. Eles não estão do nosso lado.”

Ahmad Alkazemi, porta-voz do centro islâmico, afirmou em nota: “desejamos desempenhar um papel tranquilo na comunidade de Golders Green e sempre atuaremos como vizinhos atenciosos e amigos sinceros para os judeus e outros residentes nesta área. O centro Hussainiyat Al-Rasool Al-Adham nunca tolerará nenhuma forma de discurso de ódio e abordaremos firmemente o extremismo, o antissemitismo e todas as formas de ódio através da educação e da construção de pontes", escreveu Alkazemi. "Nós consideramos os judeus e os cristãos como nossos amigos".

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Exibição inédita de documentários “Jews of Egypt” traz a São Paulo o cineasta egípcio Amir Ramses

Para lembrar os 60 anos da expulsão dos judeus do Egito, um grupo de judeus egípcios, com a colaboração da Hebraica, Conib, Fisesp e da Revista Shalom, realizará em 22 de outubro uma exibição do documentário “Jews of Egypt”, com a presença inédita do cineasta Amir Ramses, responsável pelo filme.

Inicialmente proibido no Egito, o documentário traz a narrativa dos judeus egípcios, que acabaram expulsos e se espalharam por vários países. O filme foi enfim liberado e agora é exibido pelo mundo, divulgando depoimentos que revelam como os judeus, que antes eram queridos no Egito, acabaram por ser odiados e expulsos do país, no episódio que ficou conhecido como Êxodo Esquecido.

Em 1956, o governo egípcio usou a Campanha do Sinai como pretexto para expulsar quase 25 mil judeus egípcios e confiscar seus bens. Aproximadamente, 1000 judeus foram enviados para prisões e campos de detenção. Milhares receberam ordens para deixar o país, tendo autorização para levar apenas uma mala e uma pequena soma de dinheiro, e foram forçados a assinar declarações “doando” suas propriedades ao governo egípcio. Quando a guerra explodiu em 1967, as casas e propriedades dos judeus foram confiscadas.

O cineasta considerou fazer o filme por vários anos. Ele, juntamente com o produtor Haitham Al-Khamissi, decidiram fazer a obra e a financiaram, por acreditar que a existência de um patrocinador dificultaria a neutralidade do filme.

Ramses iniciou a pesquisa em 2008, realizou uma viagem de seis meses, localizou e entrevistou judeus no Egito, além de buscar vídeos e arquivos para produção do documentário. A filmagem começou apenas em 2009, tendo sido interrompida em 2011, devido à revolução egípcia, até a conclusão e lançamento em 2012.

Assista o trailer do filme:

http://www.pletz.com/blog/filme-
relembra-os-60-anos-da-expulsao-dos-judeus-do-egito/

Sobre Amir Ramses
Nascido em 1979, estudou direção de cinema no Instituto Superior de Cinema e se formou em 2000. Trabalhou como assistente de diretor durante cinco anos com o egípcio Youssef Chahine, ajudando a dirigir os filmes “Scott H Nasour”, “11 de setembro” e “Alexandria New York”. Foi membro de painéis de juízes em vários festivais locais e internacionais, incluindo o Comitê de Arbitragem do Festival de Cinema de Alexandria e os comitês de arbitragem do Luxor Festival of African Film 2014 e do Tripoli Festival do Lee Cinema, 2016. Seus filmes ganharam vários prêmios locais e internacionais.

Serviço:
Exibição do filme “Jews of Egypt”
Local: Teatro Arthur Rubinstein de ‘A Hebraica’ – Rua Hungria 1000
Data: 22 de outubro – Horário: 19h
Entrada Franca
Para garantir seu ingresso, inscreva-se AQUI.
(Fonte:Pletz)

 

 
 


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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
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